Todas as agências bancárias de Araras aderiram a greve. Crédito: GG
Todas as agências bancárias de Araras aderiram a greve.
Crédito: GG

Todas as agências bancárias de Araras (100%) aderiram a greve que teve início ontem, dia 6, e segue sem data para terminar. As informações foram passadas pela nova diretora do Sindicato dos Bancários de Araras, Cilene Carmello. A categoria reivindica reajuste de salário de 14,78%, que representa 5% de aumento real + inflação projetada (9,57%). Solicita também o fim das demissões. Segundo a diretora, os bancos têm extinguido muitos postos de trabalho. “Solicitamos mais contratações de funcionários. Até porque a crise não chegou para os banqueiros, a crise chegou para classe trabalhadora. O lucro do banco continua alto, eles continuam rentáveis, então não tem motivo para não querer dar a reposição da inflação e o aumento real para gente”, explica Cilene.

Durante o período de greve, os caixas de autoatendimento (eletrônicos) continuarão funcionando normalmente e são uma alternativa para o atendimento da população.

Negociações

De acordo com o Sindicato dos Bancários de Araras, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não chamou o comando para negociação. “Essas negociações estão paradas, eles ofereceram 6,5% que seria uma perda da categoria de 2,8% se comparado com a inflação”, destaca a diretora do Sindicato em Araras. Além disso, a Fenaban ofereceu um abono de uma única parcela de R$ 3 mil reais, mas a categoria não quer o abono. “Nós queremos aumento real, pois o abono recebemos de uma única vez e gastamos ele. Já o aumento real, a reposição da inflação corresponde em tudo, em nosso 13°, fundo de garantia, férias, é acumulativo”, reforça Cilene.

No ano que vem, 2017, segundo a diretora do Sindicato, o aumento é sobre o que já teve neste ano. “Por isso não aceitamos esses 6,5% + R$ 3 mil. Buscamos a reposição da inflação e aumento real”, finaliza.

Greve em quase todo país

Bancários em quase todo o país entraram em greve desde ontem, dia 6, por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada em assembleia na última quinta-feira ,dia 1° de setembro, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). Até o fechamento dessa edição, de acordo com o g1.globo.com, pelo menos 21 estados e o Distrito Federal tinham agências fechadas.

Orientação do Procon

Diante da paralisação dos funcionários dos bancos, o Procon/SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, elaborou algumas orientações para que o consumidor não seja prejudicado.  Para não ser cobrado de eventuais juros, o consumidor deve ficar atento aos prazos de vencimento das contas, a greve não afasta a obrigação de pagar em dia.

Em caso de dificuldade, a orientação é que a pessoa entre em contato com a empresa credora e solicite outras opções para fazer o pagamento, como internet, sede da empresa, casas lotéricas e outros correspondentes bancários, código de barras para pagamento nos caixas eletrônicos, dentre outros.

O consumidor deve documentar esse pedido enviando por e-mail ou anotar o número de protocolo de atendimento, por exemplo, pois caso o fornecedor não disponibilize opções para quitar o débito, possa reclamar junto a um órgão de defesa do consumidor.

Na falta de funcionários da instituição bancária, para sua segurança, nunca aceite ajuda de estranhos ao utilizar os caixas eletrônicos. A guarda da senha e do cartão é de responsabilidade do correntista.

Lembrando que algumas redes de supermercados e casas lotéricas recebem o pagamento de boletos e contas de água, luz, gás e telefone.

(Gabriela Grigoletto)

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