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A Prefeitura de Araras inicia hoje, dia 13, o projeto ambiental Araras Mais Verde. Tornar o município cada vez mais arborizado é uma das metas do projeto, que tem a proposta de envolver também a comunidade para que participe das ações de plantio de árvores em áreas descobertas de vegetação.

O 1º plantio do projeto acontece sábado em área próxima às avenidas Loreto e José Marques da Silva, em frente ao Clube dos Bancários. Serão plantadas 40 mudas de espécies nativas variadas, como ipê branco, ipê amarelo, jequitibá, pau-ferro, jacarandá, jerivá, oiti, entre outras.

O Projeto Araras Mais Verde tem como objetivos principais arborizar áreas onde há carência de árvores no município; sensibilizar, conscientizar e incentivar a participação popular gerando multiplicadores nas ações de arborização urbana e questões ambientais; e gerar um programa de educação ambiental quanto ao tema arborização urbana que tenha caráter contínuo.

O projeto incluirá nesta primeira fase o plantio em outras três áreas: Bosque 500 anos (Jardim Cândida), Praça Mário Vieira (Jardim Pedras Preciosas) e Praça Jorge Assumpção (José Ometto 1).

A arborização urbana traz muitos benefícios aos municípios. Mais que o embelezamento estético da paisagem urbana, ela ameniza a poluição sonora, permite a infiltração da água da chuva no solo atingindo os lençóis freáticos, abrigo à fauna, reduzem significativamente a poluição do ar, proporcionam conforto térmico e bem estar psicológico às pessoas, protegem o lençol freático, amenizam a força do vento, valorizam imóveis, proporcionam aumento na umidade relativa do ar, reduzem impactos do aquecimento global, e diminui o microclima amenizando o efeito das ilhas de calor, entre outros.

 

Educação ambiental e participação popular

A ideia do projeto é estimular ainda mais a educação ambiental. As atividades de plantio serão amplamente divulgadas na mídia em geral, assim como informações que darão conta da importância da arborização urbana.

O projeto também tem por objetivo fomentar a formação de agentes socioambientais, multiplicando assim as ações voluntárias em prol a preservação ambiental.

Para estimular a participação popular, serão distribuídas camisetas do projeto Araras Mais Verde aos primeiros 200 participantes e também folders sobre arborização urbana. Os envolvidos na ação ainda receberão certificado de participação.

 


 

 

Programa Selo Verde é lançado em Araras

 

O Programa Selo Verde, lançado na última quinta-feira, dia 11, vai impulsionar a recuperação de nascentes da bacia hidrográfica de Araras e o reflorestamento de áreas degradadas.  A proposta do programa é atrair investimentos certificando empresas da cidade que contribuam com a realização de serviços que visem a preservação do meio ambiente e também dos recursos hídricos disponíveis na cidade.

A apresentação do programa ocorreu durante solenidade na Câmara Municipal de Araras. O evento contou com palestras do diretor do Departamento de Meio Ambiente Raul de Barros Winter, que falou sobre o Selo Verde e o Fundo Municipal de Meio Ambiente, e também da professora doutora Adriana Cavalieri Sais, que ministrou a palestra Reflexões sobre degradação e recuperação da água de Araras. Ela também é coordenadora do curso de Agroecologia da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) – campus Araras.

O projeto do Executivo, que atende indicação do vereador Valdevir Carlos Anadão (Professor Dê) do PT (Partido dos Trabalhadores), visa conceder certificado socioambiental, com o objetivo de reconhecer o trabalho de pessoas jurídicas que contribuírem com investimentos para o desenvolvimento sustentável, por meio de medidas de proteção, preservação e recuperação de áreas degradadas, o que irá consequentemente promover melhoria na qualidade de vida.

Para o vereador Professor Dê, o que motivou a indicação para elaboração do projeto foram os problemas enfrentados na cidade com relação a escassez de água. “Diante a crise hídrica que assolava a cidade em 2014, precisávamos criar mecanismos para o enfrentamento da falta de água e que contassem com a participação de toda a sociedade e dos empresários. Por isso, o Selo Verde será um marco legal para consolidar a implementação de políticas públicas ambientais. Este instrumento será importante inclusive para recuperarmos nossas nascentes e com isso preservar nossa água”, afirmou.

Segundo o diretor do DMA Raul de Barros Winter, o Selo Verde possibilitará a parceria com a iniciativa privada para a intensificação de serviços ambientais. “Em alguns Estados, existem mecanismos como o ICMS Ecológico e a possibilidade de investimento em projetos ambientais que abatam no Imposto de Renda. As leis que instituem o Fundo Municipal de Meio Ambiente e Selo Verde demonstram a preocupação dos Poderes Executivo e Legislativo no incentivo da realização de mais ações sustentáveis”, destacou.

O DMA ficará encarregado de apontar quais são as áreas degradadas e que precisam de recuperação. Além disso, poderá definir a forma de recuperação, que também poderá ser feita mediante o recolhimento de valores do Fundo Municipal de Meio Ambiente. “Empresas que tiverem interesse em recuperar uma nascente, por exemplo, poderão se inscrever no projeto. Dependendo do caso, poderemos utilizar os recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente para bancar a iniciativa”, completou.

E é justamente a recuperação de nascentes um dos principais objetivos do Selo Verde. Diante da crise hídrica na cidade, o foco do projeto é incentivar as pessoas jurídicas a investir na recuperação de nascentes localizadas em suas áreas ou em outras que já fazem parte de levantamento realizado pelo DMA.

O diretor do DMA ainda assinalou que uma primeira nascente nas proximidades do Aeroporto Municipal será recuperada para que sirva de modelo às empresas que quiserem realizar este tipo de ação.

Um mapeamento realizado por um grupo de técnicos contratados pelo Saema (Serviço de Água, Esgoto e Meio Ambiente de Araras), em 2012, cadastrou um total de 163 nascentes na bacia hidrográfica que abrange Araras. No entanto, é preciso ainda um estudo mais aprofundado para saber quais delas precisam ser recuperadas.

O DMA tem visitado propriedades rurais para estabelecer uma parceria, saber sobre o interesse dos proprietários em permitir que os serviços ambientais possam ser feitos e convidá-los a participar do programa Selo Verde.

 

Como participar do projeto Selo Verde?

Interessados em participar do projeto Selo Verde poderão realizar as inscrições em período que ainda será estipulado pelo DMA. A documentação que comprova os requisitos exigidos deverá ser protocolada e tão logo encaminhada ao DMA, que fará a averiguação das informações e emitirá o certificado. O Selo Verde terá validade de dois anos e poderá ser renovado por igual período, mediante nova análise dos requisitos.

Uma das vantagens é que a empresa poderá utilizar a certificação do Selo Verde na publicidade de seus produtos, até como forma de informar a população que a empresa está comprometida com o desenvolvimento sustentável.

Para obter o certificado, as empresas interessadas terão que cumprir ao menos três dos requisitos de um total de 13, que constam na Lei nº. 4.760, de 27 de março de 2015. Entre os principais requisitos a serem cumpridos estão desenvolver programa interno de uso racional de água; realizar programa interno de uso racional de energia elétrica; tratar adequadamente os resíduos sólidos; dispor de tratamento de esgoto ou ter fossa adequada ao meio ambiente; praticar ações voltadas para a produção mínima de lixo, medida pelos critérios de destinação correta dos resíduos, pela publicidade limpa, pelo consumo consciente, pela reutilização ou reaproveitamento de resíduos, e pela reciclagem dos produtos descartados; promover política de informação ao consumidor sobre o potencial impacto ambiental do produto comercializado e da atividade industrial desenvolvida, entre outros.

 

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