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Em dezembro de 2014 a cesta básica em Araras custou R$ 307,00

A cesta básica em Araras ficou 5,9% mais cara em dezembro em relação a novembro, conforme a última pesquisa divulgada pela FHO/Uniararas (Fundação Hermínio Ometto), que calcula a diferença de preço de um mês para outro. O preço e a variação são calculados com a metodologia do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) pelo Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade.

Com base no levantamento, a cesta básica em Araras custou em dezembro R$ 307,00. Para adquiri-la o ararense precisou trabalhar 93,3 horas. Em novembro o valor foi de R$ 289, 79 e no mês outubro era R$ 279,77.

Já na vizinha cidade de Leme a cesta básica custou R$ 325,23 em dezembro, o que representou um aumento de 9,2% em relação a novembro. Em São Paulo, R$ 354,19 e, em média no Brasil ficou em R$ 308,19. Pelas informações da pesquisa, os produtos que puxaram o aumento foram batata, feijão e tomate.

Em 2014, o valor acumulado da cesta básica aumentou em 17 das 18 capitais onde o Dieese realizou mensalmente, durante todo o ano, a pesquisa da cesta básica de alimentos. A única exceção foi registrada em Natal/RN (-1,70%). Três localidades apresentaram variações acima de 10%: Brasília/DF (13,79%), Aracaju/SE (13,34%) e Florianópolis/SC (10,58%). As menores oscilações positivas ocorreram em Salvador/BA (1,01%), Belo Horizonte/BH (1,22%) e Campo Grande/MS (2,36%).

Em dezembro, houve aumento da cesta em 16 cidades e diminuição em duas: Curitiba/PR (-1,07%) e Fortaleza/CE (-0,07%). As maiores elevações foram registradas em Salvador (4,73%) e Recife/PE (4,35%). Apesar de registrar, em dezembro, alta de 1,79%, São Paulo foi a capital onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 354,19). Na sequência, entre as capitais com os maiores valores para a cesta aparecem Florianópolis (R$ 353,10) e Porto Alegre/RS (R$ 348,56). Os menores custos médios foram observados em Aracaju/SE (R$ 245,70) e Salvador (R$ 267,82).

Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em dezembro de 2014, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.975,55 ou 4,11 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724,00. Em novembro, o mínimo necessário era menor, de R$ 2.923,22, ou 4,04 vezes o piso vigente. O valor também era mais baixo em dezembro de 2013, e correspondia a R$ 2.765,44, ou 4,08 vezes o mínimo da época (R$ 678,00).

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