Vereador Bonezinho requereu ao Saema informações sobre a crise hídrica que o município enfrenta atualmente.

O vereador Mário Corrochel Neto (PP – Partido Progressista) requereu ao Saema (Serviço de Água, Esgoto e Meio Ambiente de Araras) informações sobre a crise hídrica que o município enfrenta atualmente, com baixos níveis das represas de abastecimento devido a falta de chuva, e também do racionamento em vigor desde outubro do ano passado.

Um dos documentos, com data da quarta-feira, dia 4 de fevereiro, solicita dados sobre a quantidade exata de clientes do Saema que consomem de 0 a 10 mil litros de água por mês, de 10 a 18 mil litros, de 18 a 25 mil litros, e também acima de 25 mil litros de água por mês. Segundo o vereador, a justificativa é de “transparência” e para avaliar “quantos usuários do Saema gastam mais e/ou menos do que o mínimo, conforme a atual política de gestão da autarquia”, afirmou Bonezinho no requerimento.

O vereador também cita a audiência pública que o Saema vai realizar na Câmara Municipal no próximo dia 19, às 19 horas, para debater a questão hídrica, como a reestruturação tarifária do Saema. Uma das propostas a entrar em vigor é o aumento do valor do metro cúbico (mil litros) de água em Araras, mas também medidas de incentivos para quem economizar na conta. Outro destaque é a redução da cota mínima de 18 mil litros para 10 mil litros, com tarifa menor e desconto de 50% para quem gastar até 5 mil litros/mês.

Bonezinho ainda afirma que durante a audiência a “comunidade local, os vereadores e técnicos estarão rediscutindo o valor e uma possível mudança do mínimo a ser pago” e que os dados são importantes para o debate na ocasião, mas se posiciona contrário ao aumento do valor do metro cúbico. “Ressalto que neste momento de crise, não podemos punir a maioria da população com o aumento da tarifa, mas sim, privilegiar os que gastam menos e, consequentemente, contribuem com a cidade”, ressalta o vereador no ofício.

Em outro requerimento enviado à autarquia, e com data de 30 de janeiro, o vereador ainda solicita informações do motivo pelo qual o município não captou água do rio Mogi Guaçu pelo período, segundo ele, de oito meses no ano de 2014. “Tal política de gestão adotada pela autarquia sobrecarregou as represas que devido a falta de chuvas foram se esvaziando”, afirma. O vereador ainda contesta ao afirmar que considera longo o período de interrupção de captação de água do Mogi, e a “demora” em anunciar o racionamento de água na cidade.

Ainda no requerimento, Bonezinho questiona o real motivo que fez o município não utilizar água do rio Mogi Guaçu por aquele período, e se o prefeito Nelson Dimas Brambilla (PT – Partido dos Trabalhadores) aprovou a medida do então presidente do Saema na época, Carlos Cerri Júnior.

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