Recém-casados, Laila e Fernando esperavam o primeiro filho

O agente penitenciário acusado de causar o acidente de trânsito que matou o casal Fernando e Laila Hebling foi preso pela Polícia Militar no último fim de semana na cidade de Leme/SP. O suspeito, que foi levado para um presídio especial em São Paulo que é destinado à policiais também, estava foragido desde o final de abril, quando a Justiça decretou sua prisão preventiva.

Recém-casados, Laila e Fernando esperavam o primeiro filho
Recém-casados, Laila e Fernando esperavam o primeiro filho

Supostamente alcoolizado, o agente causou o acidente de carro na rodovia Wilson Finardi (SP-191), em março deste ano. Na ocasião, os três envolvidos foram internados em estado grave, Laila não resistiu e morreu algumas horas após o acidente, já seu marido sete dias depois, enquanto o suspeito se recuperava e até então ficou foragido.

Enquanto o agente prisional não era encontrado pela Polícia, ele inclusive foi protagonista de uma reportagem publica no Opinião Jornal no último dia 15 de março em que aparecia em seu perfil na rede social Facebook comentando fatos do dia a dia, inclusive vendendo seu distintivo de agente penitenciário da Fundação Casa.

 

Relembre o caso

No dia 7 de março, o fisioterapeuta Fernando Hebling e sua esposa, a psicóloga Laila Lúcia Ribeiro Hebling, estavam a caminho de Pirassununga/SP, quando foram surpreendidos por um carro durante a ultrapassagem de um caminhão.

As vítimas foram levadas para o Hospital São Luiz, em Araras, onde, sete horas depois a mulher veio a óbito. O marido, que foi operado e entrou em coma induzido, também não resistiu aos ferimentos e morreu após uma semana. Recém-casada, Laila estava grávida de quatro meses de seu primeiro filho. Na ocasião, o agente penitenciário embriagado, foi transferido para um hospital de Leme por seus ferimentos serem mais leves.

 

Perigo para a sociedade

A prisão preventiva do acusado, que foi expedida pelo juiz Rafael Pavan de Moraes Filgueira, ressalta a importância de o agente não estar solto. “O Ministério Público requereu a prisão preventiva do investigado, suspensão da habilitação e diligências complementares. Com efeito, os crimes por ele, em tese, cometidos são de imensa gravidade e repercussão social. Vidas foram ceifadas de forma abrupta e inexplicável por pessoa que conduzia veículo automotor em estado de embriaguez”, diz o mandado.

O documento também ressalta os perigos que aqueles que bebem e dirigem podem causar. “É de conhecimento notório os riscos decorrentes da ingestão de bebidas alcoólicas e condução de automóveis. Não é de hoje que mortes têm como origem nefasta prática. Mesmo ciente disso, o investigado optou livremente por, mesmo ébrio, pegar ao volante, assumindo o risco de produzir mortes, o que de fato ocorreu, infelizmente. Aguardar-se o trânsito em julgado de eventual decisão condenatória ensejará riscos maiores à sociedade em razão da evidente impunidade que reina em casos desta estirpe. Serviria de estímulo aos infratores”, explica.

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