Decisão foi anunciada pelo governador Geraldo Alckmin durante coletiva realizada na tarde desta sexta-feira, no Palácio dos Bandeirantes.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira) anunciou nesta sexta-feira, dia 4, o adiamento da reorganização escolar. A coletiva foi realizada no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo/SP.

Decisão foi anunciada pelo governador Geraldo Alckmin durante coletiva realizada na tarde desta sexta-feira, no Palácio dos Bandeirantes.
Decisão foi anunciada pelo governador Geraldo Alckmin durante coletiva realizada na tarde desta sexta-feira, no Palácio dos Bandeirantes.

Em nota, Alckmin explicou a decisão. “Decidimos adiar a reorganização e rediscutí-la escola por escola, com a comunidade, com os estudantes e em especial com os pais dos alunos. Acreditamos nos benefícios da reorganização, 2016 será um ano de aprofundarmos os diálogos”, disse.

A decisão foi anunciada no dia em que pesquisa Datafolha indicou que a popularidade do governador chegou ao menor índice já registrado: 28% consideram o governo dele ótimo ou bom (na anterior, o percentual era de 38%). Segundo a pesquisa, dois fatos influenciaram essa queda: a crise hídrica e a reorganização escolar.

Na quinta-feira, dia 3, o Ministério Público e a Defensoria Pública pediram a suspensão da reorganização em todo o Estado. A Justiça tinha dado prazo de 72 horas para que a Fazenda Pública do Estado se manifestasse sobre as alegações do processo. Segundo a Promotoria, a ação foi a última medida adotada após diversas tentativas de diálogo com o governo.

Na ação, com pedido de liminar, eles pedem que o plano de reorganização seja suspenso, que os alunos continuem na mesma escola em que estão, mas com a possibilidade de pedido de transferência para outras unidades, caso queiram, e que instituições não sejam fechadas.

A ação também queria que a Secretaria da Educação apresentasse um calendário para um amplo debate, durante o ano de 2016, sobre a proposta.

O conselheiro estadual da Apeoesp, José Carlos Maia, diz que o processo de conversação por parte do Governo do Estado deveria ter acontecido desde o início.
O conselheiro estadual da Apeoesp, José Carlos Maia, diz que o processo de conversação por parte do Governo do Estado deveria ter acontecido desde o início.

Em Araras, as escolas que passariam pela reorganização seriam as EEs “Doutor Cesário Coimbra”, “Francisco Graziano” e “Professora Judith Ferrão Legaspe” que ficariam com o ensino médio, além das EEs “Doutor Maximiliano Baruto”, “Professora Yolanda Salles Cabianca” e “Ignácio Zurita Júnior” que dariam aulas somente para alunos do Ensino Fundamental 2.

Para o conselheiro estadual da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), José Carlos Maia (Professor Maia), o adiamento da reorganização é considerada uma vitória. “Realizamos protestos em Araras e também participamos de Assembléia e Grito Pela Educação em São Paulo contra essa nova medida que foi imposta pelo Governo. Agora será aberto um processo de conversação com a comunidade e professores, o que deveria ter acontecido desde o início”, apontou. “Aliás nós sempre solicitamos isso e o Governo não fez. No entanto, é de fundamental importância e nunca é tarde de que se façam as coisas organizadamente”, disse o conselheiro.

Segundo Maia, as ocupações de alunos em escolas do Estado foi o que resultou a suspensão da reorganização. “No Estado de São Paulo, 217 escolas foram ocupadas por alunos que protestavam contra essa nova medida. Em Araras chegou a ser cogitado a ocupação das instituições que passariam pelo processo, mas orientamos para que aguardassem pelo fato de já existir um processo de negociação e judicial. O movimento só acontece quando gera um fato político. As ocupações fizeram que o governador Geraldo Alckmin voltasse atrás e atendesse o que sempre reivindicamos: a conversa”, concluiu.

 

A reorganização

No dia 23 de setembro deste ano, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo anunciou uma nova organização da rede estadual de ensino paulista. O objetivo é separar as escolas para que cada unidade passe a oferecer aulas de apenas um dos ciclos da educação (Ensino Fundamental – Anos Iniciais e Anos Finais – e Ensino Médio), a partir do primeiro dia do ano letivo de 2016.

Com isso, os alunos do Ensino Médio, por exemplo, passariam a estudar apenas com estudantes deste segmento. O mesmo valeria para os alunos dos ensinos Infantil e Fundamental. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo havia implantado o limite de 1,5 km de distância para transferência dos estudantes. (Com informações do Portal G1)

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