andre 1O Brasil enfrenta uma epidemia de zika vírus, doença “prima da dengue”, desde o meio do ano passado. No final de 2015, foi confirmada pelo Ministério da Saúde a relação entre o vírus zika e a microcefalia, uma má-formação do cérebro de bebês. A doença, também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, provoca sintomas parecidos, porém mais brandos do que os da dengue: febre, dor de cabeça e no corpo e manchas avermelhadas.

A reportagem do Opinião teve acesso a entrevista do médico clínico geral, Dr. André Jacks de Abreu, para o programa Saúde na TV, que vai ao ar na próxima quarta-feira, às 19h45, pela Rede Opinião de TV, e também a entrevista de ontem, dia 25,  para o telejornal Opinião da Cidade, 2ª edição.

Segundo o médico, já existe uma gestante em Araras com suspeita de estar com o zika vírus. “Ela apresentou vermelhidão no corpo, febre e dor articular e muscular. Pensamos em dengue. Quando fizemos o exame o resultado deu negativo. Então pode ser zika. Só que o exame de zika não está totalmente disponível para ser feito. Mandamos o soro/sangue dessa gestante para o Instituto Adolpho Lutz, em São Paulo, que é o centro de referência, e estamos aguardando o resultado”, alerta.

Ainda de acordo com o médico, tendo em vista o risco real do zika vírus em Araras, e também em todo país, e da microcefalia em bebês, tem se indicado para as gestantes o uso de medidas preventivas e profiláticas para evitar que seja picada pelo transmissor do vírus e, consequentemente, esse filho venha adquirir microcefalia. “A gestante pode usar roupas de manga longa. Nessa época quente é difícil, mas é necessário. Colocar roupas mais claras. E também utilizar a proteção química, como o uso de repelentes que consta a icaridina ou então Deet na concentração de 10 a 50%. Isso ajuda a evitar a picada do mosquito”, recomenda Abreu.

(Talita Carpini)

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