Entre as homenagens uma roda de violão com músicas que Eliton gostava foi realizada pelos amigos no campus Araras da UFSCar no início da tarde de ontem (21)
Entre as homenagens uma roda de violão com músicas que Eliton gostava foi realizada pelos amigos no campus Araras da UFSCar no início da tarde de ontem (21)

O grave acidente na rodovia Wilson Finardi (SP–191) na última quinta-feira (17) em que o estudante Eliton Cris de Oliveira Rodrigues (25), do campus de Araras da Universidade Federal de São Carlos, faleceu deixou consternados todos que o conheciam. Para amenizar a trágica perda, amigos, familiares e a equipe acadêmica do curso de engenharia agronômica prestaram uma emocionante homenagem a seu integrante no início da tarde de ontem na instituição com exibição de fotos, roda de violão e o plantio de uma muda de manacá da serra feito por seus primos Wesley e Camila e também por um amigo.

A pedagoga Elaine Cristina Maldonado tem entre suas atribuições na universidade o acompanhamento dos indígenas desde a matrícula e ao longo do curso
A pedagoga Elaine Cristina Maldonado tem entre suas atribuições na universidade o acompanhamento dos indígenas desde a matrícula e ao longo do curso

 

 

A pedagoga Elaine Cristina Maldonado que faz o acompanhamento dos indígenas desde a matrícula e ao longo do curso conta que “Eliton era um rapaz sempre alegre, amigo de todos, adorava música e estava sempre tocando violão e cantando. Todos aqui o conhecem, desde o pessoal da limpeza, os funcionários do restaurante universitário, da cantina, docentes, técnicos. Ele estava sempre rindo, era muito querido. No último dia de aula, ele comprou bombons e deu para as meninas da cantina como presente por o aguentarem. Era um querido. Nossa consternação é imensa”.

 

 

 

 

Eliton Cris de Oliveira Rodrigues (25) cursava engenharia agronômica
Eliton Cris de Oliveira Rodrigues (25) cursava engenharia agronômica

Eliton era da cidade de Amaturá, no Amazonas, onde foi sepultado. Era conhecido pelo apelido de Lindjo, um trocadilho por ele ser um estudante indígena e também por ser bonito. Após a notícia, amigos escreveram textos sobre ele nas redes sociais. “Me lembro do meu primeiro dia de aula, foi o primeiro a me dar as boas-vindas e a oferecer ajuda caso fosse preciso, me lembro também de uma conversa rápida há pouco tempo atrás onde falamos sobre nossos objetivos após a faculdade, uma pessoa cheia de sonhos e sempre com um sorriso no rosto”, contou uma amiga no Facebook.

Prima de Eliton, Camila Seabra de Souza está no último ano e será a primeira engenheira agrônoma indígena da UFSCar.

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