O prefeito e o presidente do Saema durante a coletiva na manhã desta sexta-feira

Quase um ano se passou e enfim o racionamento cessou em Araras. Após mais de 11 meses de duração, o rodízio de água na cidade foi suspenso. O anúncio foi feito na manhã dessa sexta-feira, dia 25, pelo prefeito Nelson Dimas Brambilla (PT- Partido dos Trabalhadores) e pelo presidente do Saema (Serviço de Água, Esgoto e Meio Ambiente) Felipe Beloto.

O prefeito e o presidente do Saema durante a coletiva na manhã desta sexta-feira
O prefeito e o presidente do Saema durante a coletiva na manhã desta sexta-feira

De acordo com a Prefeitura, o racionamento apenas foi suspenso por conta dos avanços na execução do Plano de Metas anunciado no início deste ano pelo Saema, mais as chuvas recentes, criaram as condições seguras que a autarquia e a Prefeitura buscavam para determinar a suspensão do racionamento de água em Araras.

Entretanto, mesmo com o fim do racionamento, a Prefeitura diz que dependendo do consumo da população a ação pode ser revista e o rodízio na distribuição de água retornar. “Nós vamos continuar monitorando atentamente, esperando que a população continue nos ajudando, consumindo conscientemente”, disse Beloto. Ainda, segundo o presidente, se o consumo que hoje está em média em 44 milhões de litros/dia aumentar progressivamente, não estão descartadas novas medidas de combate ao desperdício e mesmo o retorno à restrições no abastecimento..

Entre as principais ações do Plano de Metas está o reforço substancial na captação de água do rio Mogi Guaçu, obtido após a completa e inédita revitalização do sistema que havia sido implantado há mais de 30 anos. Dos 220 litros por segundo retirados por décadas, a captação saltou para 340 litros por segundo.

Outra medida importante, segundo o Saema e a Prefeitura, foi a gestão criteriosa das reservas nas represas – Hermínio Ometto/Água Boa, Tambury/Santa Lúcia, que tiveram seus estoques bastante preservados com a maior captação de água do rio.

No auge do agravamento da crise hídrica em Araras, em dezembro de 2014, a represa Água Boa secou. Hoje está com 40% de sua capacidade preenchida, e sem uso, ou seja, preservada. A Hermínio Ometto, no fim do ano passado chegou a ter somente 8% do nível, hoje tem 90%. Já a Tambury, que bateu nos 5%, hoje está com 80% de sua capacidade preenchida.

 

Outros fatores

A própria manutenção do rodízio por dois dias na semana também foi decisiva para racionar o consumo e permitir que a cidade atravessasse praticamente o período mais crítico da estiagem agora em 2015. Durante o racionamento 2×5 dias o volume médio de água tratada para abastecer Araras ficou em 41 milhões de litros diários. Em outubro de 2014, quando o racionamento foi iniciado, esse volume chegou a ficar perto dos 60 milhões de litros por dia.

Conscientização, combate ao desperdício com a aplicação de multas e a reestruturação tarifária, com mudança da cota mínima de 18 mil litros para 10 mil litros/mês, segundo o Saema, complementaram o conjunto de medidas para enfrentar e vencer a grave crise hídrica que afetou praticamente toda a região Sudeste e que, em muitas cidades, ainda gera grandes transtornos.

O uso racional da água precisa continuar, de acordo com o Saema, que alerta: se o consumo diário da população começar a se elevar progressivamente, não estão descartadas novas medidas para evitar o desabastecimento.

 

Ações efetivas e alerta

Segundo o presidente do Saema, a suspensão do racionamento é fruto das ações efetivas que a autarquia planejou e executou. “Uma das alegações que nós mais ouvimos na época da deflagração do racionamento foi a de que era preciso planejamento e foi o que fizemos: lançamos um plano com ações imediatas, de médio e longo prazos e executamos praticamente tudo o que era imediato. Fizemos uma gestão criteriosa dos recursos para chegarmos ao ponto de suspender o racionamento baseados em condições seguras. O Plano de Metas segue sendo observado pelo Saema, de olho nas ações de médio e longo prazos”, diz ele.

Beloto também enfatizou que se o consumo que hoje está em média em 44 milhões de litros/dia aumentar progressivamente, não estão descartadas novas medidas de combate ao desperdício e mesmo o retorno à restrições no abastecimento..

A segurança para suspender o racionamento, no entanto, foi enfatizada pelo presidente do Saema. “Antes se contava com a chuva. Agora, nós estamos fazendo a gestão dos estoques”, reiterou.

Para o prefeito Brambilla, apesar dos transtornos a cidade sai mais forte da experiência vivenciada. “Acho que todos aprendemos com mais clareza o quanto é necessário fazer uso racional dos recursos naturais, em especial a água. Nós não medimos esforços e demos ao Felipe autonomia para fazer o que fosse preciso, com responsabilidade, para assegurar o abastecimento da população. E agora, esperamos continuar contando com a colaboração das pessoas para que usem a água também com responsabilidade para que não tenhamos retrocessos e mantenhamos o abastecimento pleno do município”, afirmou ele.

 

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