De Araras, apenas a equipe do Insa está participando do Torneio na cidade, além dela, outras 52 escolas estão competindo
De Araras, apenas a equipe do Insa está participando do Torneio na cidade, além dela, outras 52 escolas estão competindo

A etapa regional do Torneio de Robótica da First Lego League (FLL), organizada pelo SESI, começou ontem, dia 19, e segue até este domingo, dia 21, no Insa (Instituto Nossa Senhora Auxiliadora), em Araras.

Mais de quatro mil estudantes de escolas públicas e particulares, totalizando 500 times, participam desta temporada, que teve início em novembro em disputas realizadas em 11 cidades das cinco regiões do país. De Araras, apenas a equipe do Insa participa do Torneio na cidade, além dela, outras 52 escolas estão competindo.

Araras foi selecionada para sediar uma das etapas do evento, por meio dos alunos do Insa, integrantes da equipe Insabots, que conquistou o primeiro lugar no desafio de robô, no campeonato nacional de robótica que ocorreu em Brasília no ano passado. Nesta etapa, mais de 60 equipes participam das disputas, envolvendo mais de 600 alunos vindos de várias cidades da região. As melhores equipes garantem vaga na etapa nacional que ocorrerá em março deste ano em Brasília/DF.

Nesta temporada, os alunos têm pela frente o desafio Trash Trek, que envolve a busca de soluções para o lixo nosso de cada dia. Com isso, estudantes de 9 a 16 anos identificam um problema sobre como lidar com o lixo. A partir daí, cada equipe precisa desenvolver uma solução inovadora.

Os temas podem ser do tipo resíduos de comida, resíduos de materiais eletrônicos (como telefones e computadores), resíduos perigosos (lixo hospitalar e produtos químicos), aterros, processos de reciclagem e classificação do lixo, além do uso de insumos no processo produtivo. Os resultados desse desafio se transformam em projetos de pesquisa que serão apresentados e avaliados durante a competição.

As equipes serão avaliadas também em outras três categorias: Design de robô, em que os alunos planejam, projetam e constroem robôs com peças LEGO. Depois, eles apresentam o desenho mecânico, a estratégia adotada e a programação desenvolvida com uso da tecnologia Mindstorms. Na categoria Core values, o que conta é o trabalho em equipe e o espírito colaborativo entre as equipes. E finalmente, o Desafio do robô, quando os robôs autônomos cumprem missões na mesa da competição, mesa de competição, em partidas de até 2’30”.

A estimativa dos organizadores é de que cerca de 2 mil pessoas circulem pelo evento diariamente, conforme as edições anteriores e todos os hotéis de Araras estão lotados para os dias do torneio.

A equipe Insabots, formada por 12 alunos entre 11 e 16 anos do Insa, participará do torneio apresentando o projeto de pesquisa denominado Ecobots Conscientes. Desde março do ano passado, os alunos orientados pelo professor de robótica da escola, professor Leonardo Curtolo Leandro, com o apoio da professora mentora Eneida Maria Spatti, trabalham diariamente na pesquisa sobre soluções para o lixo que resultou na implantação de um Ecoponto na escola que serve como ponto de coleta de lixo e separação correta de recicláveis. Além disso, produziram uma cartilha direcionada aos alunos dos 5º e 6 º anos do Ensino Fundamental, que demonstraram mais receptivos e sensíveis ao problema. A cartilha orienta como reduzir, reciclar e reutilizar o lixo produzido dentro do ambiente escolar. O objetivo dos alunos é ampliar o alcance do projeto e divulgá-lo para outras escolas interessadas em implantar o Ecobots Conscientes.

Paralelamente ao projeto de pesquisa, os alunos trabalham no desenvolvimento do robô que deve cumprir a missão estipulada no torneio que concorre também na categoria de design. Para apresentar todo esse trabalho, a equipe tem uma extensa carga horária com treinos diários de quatro horas inclusive nas férias, quando os treinos foram de oito horas.

Esse trabalho já foi apresentado na Secretaria da Educação de Araras, na Uniararas, UFSCar e compartilhado com vários órgãos e profissionais das áreas de sustentabilidade e meio ambiente.

A competição é divertida, tem emoção de sobra, mas o melhor de tudo é que faz parte de um processo de aprendizagem. Com a robótica, alunos e professores aprendem juntos conteúdos de física, química, biologia e matemática, com mais inovação, criatividade e raciocínio lógico. Sem falar no incentivo para que os alunos escolham carreiras nas áreas de engenharias e tecnologias.

Para a gerente de Projetos Educacionais do SESI, Barbara Trajano, o aprendizado acontece de diversas formas, com as crianças sendo estimuladas a pesquisar, os técnicos orientando e os juízes, que além de avaliar, dão dicas importantes para o desenvolvimento contínuo das equipes.
“Todos aprendem juntos. Quando você chega em um Torneio de Robótica FLL, você percebe como as crianças estão envolvidas com a apresentação das pesquisas e com a programação dos robôs. Aquilo é muito sério para elas! Mas tudo isso acontece de forma muito divertida”, afirma.
Desde 2013, o SESI é o operador oficial do Torneio de Robótica FLL, em parceria com a instituição norte-americana FIRST (For Inspiration and Recognition of Science and Technology) e o Grupo LEGO (Dinamarca).

 

 

Maria Rita Zuliani – Gabriela Grigoletto  (Com informações do SESI)

 

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