O jogo se tornou um game muito jogado em todo o mundo  Crédito: Gabriela Grigoletto/Opinião
O jogo se tornou um game muito jogado em todo o mundo
Crédito: Gabriela Grigoletto/Opinião

Que o game para smartphones e tablets já dominou a cidade ararense não tem como negar. Diferentes idades se espalham por praças e até o Cemitério Municipal ararense em busca de capturar cada vez mais pokémons, entretanto, diferente do que já foi noticiado em outras cidades, onde crimes envolvendo o aplicativo já foram registrados, Araras segue com nenhum relato criminal ou multa de trânsito envolvendo o novo game, até o fechamento desta edição.

As informações são da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Civil de Araras, que embora não tenha o conhecimento de crimes envolvendo Pokémon Go, diz ter relatos de perturbações por conta do aplicativo. “Tivemos reclamações de munícipes, que consideram uma falta de respeito os jogos no Cemitério, mas nenhum problema grave”, explica o secretário João Tranquilo Beraldo.

O secretário também falou a respeito do trânsito e explicou sobre as autuações. “Nos últimos dias tivemos, sim, autuações no trânsito com relação aos motoristas que dirigem prestando atenção no aparelho celular, entretanto, não dá para saber o que estão fazendo no celular. Além disso o número desse tipo de autuação segue na média, mesmo depois do lançamento do jogo”, explica Beraldo. Pokémon Go foi lançado no país no último dia 3 deste mês.

Os principais pontos em que há reunião de caçadores de pokémons em Araras são o Cemitério Municipal, Praça Barão de Araras e Calçadão Monsenhor Quércia, locais esse que além de concentrarem muitos pokémons também possui pokestops, locais em que o jogador recarrega seus itens para o jogo, esses locais normalmente são estátuas ou pontos turísticos e históricos da cidade, como a Basílica Nossa Senhora do Patrocínio ou o Marco das Bandeiras.

 

Detran alerta motoristas e pedestres sobre os cuidados com a captura de pokémons

 

Caçar pokémon não é tarefa fácil: são mais de 150 monstrinhos, e alguns deles só podem ser encontrados em continentes específicos, como Ásia e Oceania. Lançado no Brasil, o jogo de realidade aumentada funciona com um GPS, o que faz com que os aficionados saiam andando pelas ruas de olho na tela do celular e apelem pelas mais diferentes artimanhas para capturar o maior número de personagens. E é aí que mora o perigo.

Desde que o game foi lançado em outros países e virou assunto também no Brasil, o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) vem alertando de forma bem-humorada em suas redes sociais sobre os perigos de acidentes de trânsito envolvendo a distração dos jogadores.

Antes de ser iniciado, o próprio jogo emite um alerta para que não se jogue Pokémon Go enquanto dirige. Nas últimas semanas, Austrália e Estados Unidos foram alguns dos países que já noticiaram batidas e atropelamentos envolvendo a caça aos pokémons, um deles ocasionando a morte de uma garota de 22 anos. No Brasil, a história se repete: em Curitiba, no Paraná, um jovem foi atropelado enquanto jogava.

Colisões e choques são os tipos de acidentes mais frequentes no trânsito, muitos deles graves ou até mesmo fatais. E a distração é um dos principais motivos para essas batidas. Por isso, se quiser sair à caça de pokémons no trânsito, procure alternativas. Pesquisas mostram que usar o celular enquanto dirige prejudica tanto nossa capacidade de perceber e evitar perigos no trânsito como dirigir alcoolizado.

A criatividade do brasileiro já fez com que a febre se torne oportunidade de negócio. Empresas de transporte de passageiros, como táxis, já oferecem serviços especiais para que os jogadores cacem pokémons no trânsito sem se preocupar com a segurança. No Nordeste, um motoboy oferece seus serviços para rodar pela cidade com os gamers na busca por monstrinhos.

A preocupação com a distração vale e muito também para os pedestres, que jamais devem jogar enquanto atravessam a rua. No Estado de São Paulo, um em cada quatro mortos por acidente de trânsito são pedestres, segundo dados do Observatório Paulista de Trânsito, do Detran-SP. No Brasil, a proporção é de um em cada cinco.

Cuide primeiro da sua segurança ou corra o risco de não zerar o jogo e ainda por cima conquistar o prêmio Darwin (das mortes mais bizarras do mundo).

(Lucas Neri)

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