As contas de água podem ficar mais caras em Araras. Em entrevista ontem (18) ao Opinião, o diretor geral da Ares-PCJ (Agência Reguladora de Serviços de Saneamento da Bacia dos Rios Piracicaba, Jundiaí e Capivari), Dalto Favero Brochi, afirmou que anualmente é revista a tarifa aplicada nas contas de água pelo Saema (Serviço de Água, Esgoto e Meio Ambiente) e que a estimativa é que “haverá alteração na estrutura tarifária em relação ao valor em vigor hoje, até porque, o contrário seria prejudicial à arrecadação da autarquia. A nova tarifa poderá entrar em vigor a partir de abril”.

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O mínimo para consumo em Araras é de 0 a 10 metros cúbicos ou 10 mil litros, com tarifa de R$ 24,79

O índice, no entanto, será calculado com base nos custos operacionais e investimentos do Saema que, provavelmente em meados de fevereiro, fará a solicitação do estudo para a Ares, mediante o envio de documentos que anualmente são encaminhados pela autarquia à agência reguladora contendo balanços, gastos com manutenção, folha de pagamentos, despesas com materiais químicos e outras medidas do tipo mapeamento de rede, renovação de frota, construção de reservatórios em bairros. “Depende da demanda do Saema”, explicou Brochi, informando que é feito um estudo técnico e detalhado para compor o índice de reajuste.

O diretor ainda informou que “a tendência é que permaneça o mínimo de 10 m³ de água por residência, a fim de evitar desperdícios e assegurar o equilíbrio econômico e financeiro”. O volume praticado atualmente tem vigência até março e foi estabelecido por meio da Resolução 132/16. “Este mínimo estabelecido para consumo atende às normas determinadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) com relação à alimentação e questões de higiene e é adotado em quase todos os municípios do País e quase todos os municípios regulados pela nossa área seguem esta normativa”.

Conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cada pessoa deve consumir diariamente 100 litros de água. “Constatando a média de quatro habitantes por residência, 10 m³ estão dentro do preconizado pela OMS”, frisou o diretor.

O prefeito Pedrinho Eliseu (PSDB), no entanto, disse em coletiva de imprensa no início deste mês que o Saema não pretende reajustar a tarifa de água na cidade e que a autarquia deveria rever o mínimo de água residencial, visando adequá-la.

A Ares-PCJ realiza fiscalização in loco nos municípios que a compõem, verificando como está a prestação de serviços com relação à captação de água, esgoto, qualidade da água, pressão na rede. Quanto ao relatório de 2016 informou que “eventuais apontamentos em alguns itens estão dentro da normalidade e poderão ser corrigidos dentro de prazos estabelecidos e que não comprometem o abastecimento à população”.

Até março de 2015, o mínimo permitido para consumo de água em Araras era de 18 m³ ou 18 mil litros com tarifa de R$ 27,93.  Após os estudos da Agência Reguladora, o mínimo passou para 10 metros cúbicos ou 10 mil litros, com tarifa proposta de R$ 19,40, hoje em dia R$ 24,79.

 

 

Representantes do Saema e Ares-PCJ se reuniram na última semana

Presidente do Saema, Rubens Franco Júnior, e diretores se reúnem com executivos da Ares-PCJ
Presidente do Saema, Rubens Franco Júnior, e diretores se reúnem com executivos da Ares-PCJ

Conforme já havia adiantado ao Opinião na edição de quarta-feira (11), o presidente do Saema (Serviço de Água, Esgoto e Meio Ambiente de Araras) Rubens Franco Júnior recebeu na sede da autarquia no último dia 12 o diretor geral da Ares-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), Dalto Favero Brochi, e o diretor administrativo e financeiro, Carlos Roberto de Oliveira. Na ocasião, alguns chefes e diretores do Saema também participaram da reunião em que foram tratadas questões sobre o valor do mínimo atual de água praticado em Araras, inadimplência, corte e tarifa social. Uma nova reunião será realizada para acertar detalhes dos assuntos abordados.

Para os diretores da agência reguladora, este primeiro contato foi importante para ambas as partes. “Já enfrentamos alguns períodos difíceis junto com o Saema, mas agora vamos pensar apenas na continuidade, já que o nosso compromisso é ajudar a caminhar. Somos um órgão técnico com justificativas técnicas e estaremos à disposição”, comentou Carlos Oliveira.

A Ares-PCJ é o órgão responsável pela regulação e fiscalização dos serviços de saneamento em Araras. Franco agradeceu o empenho e a transparência da agência. “Sabemos que todas as decisões são tomadas a partir de análise profunda de dados e confiamos plenamente nisso. Ambos temos conhecimento da responsabilidade que temos em mãos e estamos comprometidos ao máximo para melhorar os serviços prestados pela autarquia”, declarou.   (CS com informações do Saema)

 

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