saema_tarifa-pbO Conselho de Regulação do Saema (Serviço de Água e Esgoto do Município de Araras) aprovou a nova tarifa de água e esgoto para o Município, estabelecida pela Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias PCJ (Ares-PCJ), órgão responsável pela regulação dos serviços de saneamento em Araras com aumento de 27%.

De acordo com informações da autarquia, o valor cobrado do mínimo de 10 m³ (10 mil litros) passará de R$ 19,40 para R$ 24,79 – a nova tarifa valerá a partir de abril. Com o reajuste, o valor por metro cúbico, até o mínimo de 10 m³, será de R$ 2,48, sendo desses R$ 1,38 para água e R$ 1,10 para esgoto, o que representa menos da metade dos R$ 5,13 cobrados das famílias de Americana, consumidoras do mesmo volume de água. Em Indaiatuba, a taxa também é maior do que a cobrada pelo Saema –  mínimo por lá custa R$ 7,31. Em Campinas, o valor é R$ 6,41.

O diretor administrativo e financeiro da Ares-PCJ, Carlos Roberto de Oliveira, afirmou em reunião realizada com o Conselho de Regulação do Município no dia 29 de fevereiro que foram realizados estudos e análises contábeis, econômicas e financeiras para chegarem ao percentual necessário a ser aplicado no reajuste nas tarifas de água e esgoto. “Não podemos fugir desse número senão o futuro da autarquia pode ser comprometido em seus investimentos e compromissos”,  completou.

Para Kleber Luzetti, membro do Conselho de Regulação, o momento é delicado para praticar aumento na tarifa, porém inevitável. “Na atual situação não temos como fugir. Os números apresentados pela Ares-PCJ nos levam a entender a necessidade desse aumento para que o Saema continue prestando serviços de excelência a nossa população”,

O Saema informou ainda que tem enfrentando o grande número de consumidores que tem deixado de pagar as suas contas. Para se ter uma ideia, em janeiro 10.684 contas não foram quitadas, o que representa 19,98% do faturamento – em 2015, a inadimplência foi de 28,55% durante o ano – atualmente, a autarquia mantém 45.540 ligações, considerando neste montante casos de isenções e prédios públicos.

 

Cota mínima

Em 2015 a Ares-PCJ, após audiência pública realizada na Câmara Municipal, definiu a nova cota mínima para o Município, passando de 18 m³ (18 mil litros) vigente até 2014, para 10 m³ (10 mil litros). A ação integrou a nova dinâmica de consumo após a crise hídrica.

Na ocasião, a Ares-PCJ constatou, analisando dados de consumo do Saema, que a cota mínima de 18 mil litros a R$ 27,93 praticada anteriormente era incompatível com a realidade da escassez hídrica com que o Município se deparava e também fugia ao que era praticado na grande maioria das cidades sob a sua jurisdição, passando-a, com base na reestruturação tarifária proposta, para 10 mil litros a R$ 19,40.

Com esta ação, mais da metade dos consumidores do Saema (51,80%) tiveram uma redução no valor das suas faturas já que esta parcela da população que consumia até 10 mil litros mensais, e também pagava R$ 27,93 passou, a partir de então, a pagar o novo valor da cota mínima de R$ 19,40.

Agora, com o novo reajuste aprovado para 2016, praticamente esta mesma parcela da população (48,95%) ainda continuará a pagar menos do que pagava em 2014, visto que a cota mínima de 10 mil litros passará para R$ 24,79, ou seja, R$ 3,14 mais barato que os R$ 27,93 praticado na época.

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