Secom
Consumo de água: Saema quer reduzir o mínimo.

Será no dia 10 de fevereiro, às 10 horas, na Câmara Municipal, uma audiência pública para debater, antes de adotar oficialmente, a reestruturação tarifária de água a ser praticada pelo Saema (Serviço de Água, Esgoto e Meio Ambiente). Uma das propostas a entrar em vigor é o aumento do valor do metro cúbico (mil litros) de água em Araras, mas medidas de incentivos para quem economizar na conta. O evento é organizado pela autarquia e a Ares PCJ (Agência Reguladora de Serviços de Saneamento da Bacia dos Rios Piracicaba, Jundiaí e Capivari).

A medida integra o recém-divulgado Plano de Metas de curto prazo a ser adotada pelo Saema como reação à crise hídrica que assola Araras e também a região Sudeste do Brasil. A Ares PCJ é o órgão regulador ao qual o Saema e outras autarquias similares de 34 cidades da região são subordinadas para tomada de decisões variadas sobre água e saneamento.

Conforme informado pela Secom (Secretaria Municipal de Comunicação Social e Institucional), o ponto considerado mais importante da reestruturação, na avaliação do presidente interino do Saema, Felipe Beloto, será a apresentação da fundamentação para redução da cota mínima de água praticada em Araras, hoje fixada em 18 metros cúbicos ou 18 mil litros, com tarifa de R$ 27,93. A autarquia quer reduzir para 10 metros cúbicos ou 10 mil litros, com tarifa proposta de R$ 19,40.

A Prefeitura afirma que a audiência também servirá para explanação de outros elementos da reestruturação tarifária, como a adoção do desconto de 50% para clientes do Saema que consumirem até 5 mil litros ao mês.  Neste caso, o consumidor pagará R$ 9,70 por cinco mil litros/mês consumidos.

Beloto afirmou, no entanto, que a medida de reajustar o valor do metro cúbico não visa aumentar a arrecadação – o impacto nas contas do Saema seria de pouco mais de R$ 166 mil ao mês a mais no caixa da autarquia – mas, sim, estimular o uso racional de água no município.

“Esta estimativa de possível superávit poderá nem ocorrer, porque vamos investir intensamente em campanhas para redução do consumo, além de praticarmos o desconto vantajoso para quem gastar menos. Não queremos arrecadar mais, e sim favorecer uma mudança de cultura e de atitude em relação ao bem natural escasso que é a água”, afirma o presidente.

Beloto ainda afirma que foi tomado o cuidado de criar uma proposta de realinhamento da tarifa para não comprometer a própria viabilidade do Saema. “Precisamos das contas equilibradas para seguir investindo pesado em seu Plano de Metas para assegurar o abastecimento à população”, acrescentou o presidente.

O prefeito Nelson Dimas Brambilla (PT) afirmou, através da Secom, que a medida é inadiável. “É preciso sermos corajosos neste momento difícil e assumirmos nossas responsabilidades. O uso da água tem que passar por uma reflexão muito profunda e uma grande mudança de hábitos nossos”, afirmou ele.

Brambilla ainda ressalta que com as medidas adotadas pelo Saema para enfrentar a crise hídrica, há condições de planejar com cuidado a possível flexibilização futura do racionamento de água adotado em outubro, e atualmente no sistema 12 por 36 horas, que, por hora, não muda. “Queremos reduzir o tempo que a população fica sem água e caminhar para o abastecimento normalizado. Porém, é preciso assegurar que a oferta de água seja suficiente e o consumo, racionalizado. Uma coisa não ocorrerá sem a outra”.


Saema afirma que metro cúbico ainda está “entre os mais baratos da região”

O Saema ainda afirmou que após a reestruturação tarifária, os atuais R$ 1,55/m3 (tarifa mínima atual) passarão a custar R$ 1,94/m3. Com isso, segundo a autarquia, Araras ainda terá um dos menores valores da região, perdendo apenas para sete de 35 municípios da área de abrangência da Ares PCJ – Analândia (R$ 0,84), Corumbataí (R$ 0,94), Itirapina (R$ 1,55), Jaguariúna (R$ 1,61), Rafard (R$ 1,70), Louveira (R$ 1,83) e Sumaré (R$ 1,77).

A autarquia ainda ressalta que desde dezembro a agência reguladora estudava documentos enviados pelo Saema contendo o embasamento técnico e econômico para a reestruturação tarifária.  Beloto também lembra que o Conselho Deliberativo do Saema, em reunião realizada esta semana, aprovou a proposta por unanimidade. “Também tivemos o cuidado de demonstrar tudo em detalhes para os vereadores da Câmara Municipal, em recente encontro”, afirmou Beloto, pela assessoria de imprensa.

As decisões sobre a tarifa de água, por lei, não precisarão ser submetidas ao Legislativo e, após a audiência pública, serão colocadas em prática a partir de 1º de março de 2015.


Água – Confira os números atuais e como deverão ficar após a audiência

Volume mínimo atual: 18 m³ ou 18 mil litros – Valor: R$ 27,93

Volume mínimo proposto: 10 m³ ou 10 mil litros – Valor: R$ 19,40

Com desconto de 50% para quem consumir até 5 m³ ao mês ou até 5 mil litros – R$ 9,70

Metro cúbico (mil litros) de água em Araras hoje custam: R$ 1,55

Após a audiência deverão custar: R$ 1,95

Na região dos 35 municípios da Ares PCJ esse valor só supera os praticados em:

Analândia – R$ 0,84

Corumbataí – R$ 0,94

Itirapina – R$ 1,55

Jaguariúna – R$ 1,61

Rafard – R$ 1,70

Louveira – R$ 1,83

Sumaré – R$ 1,77

 Fonte: Saema/ARES PCJ.

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