Primeira reunião do Gabinete de Ações Especiais Contra o Aedes aegypti foi na manhã de ontem, dia 10, sob comando do prefeito Nelson Dimas Brambilla
Primeira reunião do Gabinete de Ações Especiais Contra o Aedes aegypti foi na manhã de ontem, dia 10, sob comando do prefeito Nelson Dimas Brambilla

O prefeito de Araras, Nelson Dimas Brambilla, anunciou na manhã de ontem, dia 10, a criação de um Gabinete de Ações Especiais Contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e da infecção pelo vírus zika, relacionado pelas autoridades do Brasil e de outros países ao aumento do número de casos de microcefalia. A portaria com a instituição do gabinete está prevista para ser publicada hoje, dia 11, no Diário Oficial Eletrônico.

Coordenado pelo próprio prefeito, o gabinete é composto também por nove secretários municipais, cujas pastas estão direta ou indiretamente ligadas ao combate ao vetor: Vandersi Pavan Bressan (Vanda), secretária de Saúde; Sandra Milaré, secretária de Serviços Públicos, Urbanos e Rurais; Ana Maria Devides, secretária de Comunicação Social e Institucional; Elizabeth Carvalho Cilindri, secretária municipal de Educação; Fábio Augusto Franco, secretário de Planejamento, Gestão e Mobilidade e que acumula interinamente também a pasta de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas; Felipe Dezotti Beloto, presidente do Saema (Serviço de Água e Esgoto do Município de Araras); Leonardo Dias, secretário de Desenvolvimento Econômico, Geração de Emprego e Renda; João Tranquilo Beraldo, secretário de Segurança Pública e Defesa Civil; e  José Roberto Rimério (Miqueira), presidente do TCA (Serviço Municipal de Transporte Coletivo).

Entre os principais objetivos do gabinete estão agilizar a tomada de decisões e a execução das estratégias e ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, e também facilitar a articulação entre a Prefeitura de Araras e outras instituições, públicas, privadas e/ou do terceiro setor com vistas à colaboração mútua nas contra o vetor. As reuniões do grupo, em princípio, ocorrerão toda segunda-feira, no gabinete do prefeito e com sua participação direta.

 

Ações, reforços e alertas

Com 14 casos confirmados de dengue este ano em Araras, sendo 11 autóctones e 3 importados, a criação do Gabinete de Ações Especiais Contra oAedes aegypti coincide com diversas outras ações que o governo municipal vem adotando para evitar que a cidade enfrente uma epidemia como a que ocorreu em 2015, quando a cidade teve mais de 2,6 mil casos autóctones de dengue.

As ações também visam prevenir a ocorrência das demais doenças cujo vetor é o mosquito e, ainda, alertar a população quanto à gravidade da microcefalia, cujo número de ocorrências aumentou drasticamente no Brasil nos últimos meses, sendo que alguns casos estão relacionados à infecção por zika.

Microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico (PC) menor que o normal, ou seja, igual ou inferior a 32 cm. Crianças com essa malformação podem apresentar diferentes comprometimentos em funções neurológicas, cognitivas, motoras, etc., necessitando de cuidados especiais por toda a vida.

O Ministério da Saúde e os estados investigam 3.448 casos suspeitos de microcefalia em todo o país. O novo boletim divulgado no último dia 27 de janeiro aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Reforçar a equipe de agentes de controle de endemias é uma das ações que a Prefeitura está adotando. Um concurso público foi realizado em janeiro e a homologação do processo seletivo saiu no último sábado, dia 6. Ainda nesta semana começa o processo de convocação para treinamento dos novos agentes, que se somarão aos já existentes, totalizando quase 50 pessoas especificamente voltadas para esse trabalho. A quantidade está dentro do que é preconizado pela Sucen (Superintendência do Controle de Endemias), órgão da Secretaria Estadual de Saúde.

Outra medida foi a aprovação, em nível local, de uma lei que permite aos agentes entrarem em imóveis fechados ou abandonados e também naqueles em que o proprietário se recusa a permitir o ingresso para o trabalho de prevenção e combate ao mosquito. Essa lei foi aprovada em Araras quase um mês antes de o próprio Governo Federal editar uma Medida Provisória com a mesma função.

Mais uma ação importante vem sendo a realização de palestras de capacitação sobre diversas práticas de combate ao Aedes, voltadas para diversos segmentos, como médicos e enfermeiros das redes pública e particular, bem como para líderes religiosos, responsáveis por entidades e clubes de serviço e também para professores de diretores das diferentes redes de ensino. Esses eventos estão acontecendo no Polo Presencial da UAB (Universidade Aberta do Brasil) em Araras, sempre sob condução da Secretaria Municipal de Saúde.

Essas palestras serão estendidas também a empresas, que estão sendo contatadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Geração de Emprego e Renda.

Ações educativas em escolas também vêm sendo desenvolvidas e serão intensificadas nos próximos dias, com a colaboração da Secretaria Municipal de Educação.

A reativação do Comitê Municipal de Combate ao Aedes aegypti também é outra medida já adotada, com a nomeação de servidores de diversas secretarias, visando integrar todas as ações voltadas ao combate ao vetor.

 

Uso de drones e participação do Exército

Visando dar ainda mais reforço às estruturas e ações de combate ao Aedes aegypti, a Secretaria Municipal de Saúde está contratando horas de serviço de drones  (ou vants – veículos aéreos não-tripulados) para auxiliar os agentes na vistoria criteriosa de imóveis com pontos de difícil acesso. O dispositivo será importante, segundo a pasta, para facilitar, por exemplo, a varredura em busca de criadouros em calhas entupidas, lajes mais altas, etc…

A compra de testes rápidos também foi realizada pela rede pública, que agora contará também com a mesma atitude por parte das operadoras de saúde de planos privados, o que vai facilitar o diagnóstico rápido para dengue, possibilitando ações ainda mais ágeis nos bloqueios.

Soldados e oficiais do 13º Regimento de Cavalaria Mecanizada, unidade militar do Exército Brasileiro localizada em Pirassununga, planejam estar em Araras neste sábado, dia 13, para um trabalho de conscientização junto à população.

Na sexta-feira, dia 12, oficiais já deverão estar em Araras para um contato com a imprensa local sobre o trabalho que será realizado aqui e em outros municípios, em parceria operacional e logística com a Prefeitura. O prefeito planeja apresentar detalhes desse trabalho numa coletiva, que ainda terá horário e local definidos, mediante concordância dos oficiais responsáveis.

 

Campanha maciça

No dia 19 de fevereiro, nova coletiva está prevista para apresentação dos novos agentes de controle de endemias, com os novos uniformes de trabalho e também das peças de uma grande campanha de conscientização para ampliar o alerta entre os diversos segmentos da sociedade.

Todos os canais de comunicação serão utilizados: veículos impressos, televisão local, rádios, site e redes sociais, SMS, outdoors, busdoors, etc… Até mesmo nos ônibus do TCA serão distribuídos materiais para conscientizar a população sobre a gravidade do momento.

Segundo o prefeito Brambilla, embora não há ainda um grande número de casos de dengue e os arrastões constantes vêm contribuído para a eliminação de muitos criadouros do mosquito, a administração municipal prefere encarar o quadro nacional e internacional como sendo “de guerra”.

“Estamos muito preocupados e temos que ser ágeis e incisivos no combate ao Aedes aegypti. Não podemos permitir que a dengue, uma doença que mata, se alastre ainda mais, sem que todos nos unamos para enfrentar esse vetor, que também é do zika vírus, causador de uma infecção que pode estar fazendo crescer tanto os dramáticos casos de microcefalia. Se a dengue mata, a microcefalia condena, como a poliomielite condenou gerações de brasileiros no passado a uma vida com limitações. Todos temos que nos dar as mãos e impedir que o mosquito nasça, para não corrermos o risco de comprometermos bebês que nasçam em Araras”, afirmou.

(Com informações da Secom/PMA)

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