Uma discussão entre o secretário de Segurança Pública e Defesa Civil, João Tranquilo Beraldo, e o secretário geral do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) de Araras, Elcio Rodrigues Júnior, terminou na Delegacia na noite desta segunda-feira, dia 22, com o registro de um B.O.

De acordo com o boletim de ocorrências, Elcio estava nas dependências da Câmara Municipal de Araras quando foi indagado pelo diretor do Demutran (Departamento Municipal de Trânsito), Luiz Carlos Bressan, sobre uma foto de um carro oficial do setor que estava em um pesqueiro no último domingo, dia 21, publicada na rede de relacionamentos virtual Facebook.

Nesse instante aproximou-se da conversa o secretário Beraldo que questionou Elcio sobre a publicação que explicou o fato. “O mesmo se alterou e disse ‘quem você pensa que é para postar isso, você é um moleque mal educado, não tem educação, petulante, vagabundo, sua mãe não te deu educação, homem a gente trata como homem e porco como porco, por isso você está sendo tratado assim”, traz o registro.

Segundo o boletim, Elcio deixou Beraldo falando sozinho e foi em direção ao plenário, “porém foi contido”, pelo autor (secretário), o qual o puxou pelo braço e disse volta aqui agora você vai escutar umas boas. “Em seguida levou a vítima (secretário do PSDB) até um canto, onde fica o bebedor, e ali se aproximaram um GM, e mais o tal Bressan. Naquele local, o autor (Beraldo) abriu o colete que estava vestindo e mostrou a arma de fogo que estava em sua cintura (…), vamos lá fora”, sempre segundo o B.O.

Depois disso algumas pessoas que acompanhavam a sessão afastaram os dois e, pelas informações do registro, Beraldo disse que ficaria esperando Elcio fora da Câmara.

A reportagem entrou em contato com a presidência da Câmara para verificar se seria tomada alguma providencia do caso e a presidente da Casa, Magda Regina Carbonero Celidorio (PSDC – Partido Social Democrata Cristão) disse que não. “O fato ocorreu fora do plenário, e não atrapalhou o andamento da sessão ordinária que transcorria normalmente na ocasião”, informou em nota oficial.

 

Versão de Elcio

Questionado sobre o assunto Elcio afirmou que depois do fato ligou para o seu advogado e foi à delegacia registrar o B.O. “Passei no Pronto Socorro para fazer o laudo para o corpo de delito e hoje (ontem) pela manhã fui à delegacia e pedi para a autoridade policial o representá-lo. Enfim, penso que eu faça parte da política e que o debate político é algo natural, desde que gire em torno da ‘coisa pública’ (não sei como definir esse tema), à partir do instante que passa para ofensas pessoais e agressão moral e física, perde-se a grande oportunidade de se engrandecer a democracia. Respeito muito os dirigentes do PT da cidade, o prefeito Nelson Brambilla, os demais membros do partido e do alto escalão da Prefeitura e entendo que esse foi um caso isolado do cidadão (Beraldo), mas, pelo bem da população, torço para que um cidadão despreparado, como esse senhor, tenha, no mínimo, apurada sua conduta”, ressaltou.

 

Versão de Beraldo

Procurado pela reportagem do Opinião no final da tarde de ontem para comentar o assunto, o secretário da Guarda Municipal afirmou que sente-se vítima do fato. “Uma pessoa desrespeitosa que não tem educação e civilidade para tratar com a outra, não houve condições de dialogo com ele”.

Beraldo declarou que quando foi questionar Elcio sobre a publicação ele disse que caso ele se sentisse incomodado deveria procurar a Justiça. “Falou que era professor de kung fu e que se fosse fora da Câmara iria me quebrar. Isso foi visto por todo mundo, ele é um jovem que ameaçou uma pessoa idosa. Eu reagi porque não sou obrigado a ouvir tanto desrespeito e falta de educação”, completou.

O secretário falou ainda que após o fato conversou com o secretário do PSDB que reconheceu que errou, tinha sido inconveniente e desrespeitoso. “Ele disse que tudo tinha ficado em paz e sido resolvido, por isso não tomei outras providencias”.

Ele finalizou dizendo que uma vez que foi feito o B.O tudo será apurado e as partes precisarão provar o dito, principalmente se a arma foi ou não mostrada, e que ele está em paz, além de suas testemunhas que estão prontas para quando forem chamadas para depor.

 

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