A presidente da Câmara de Araras, Magda Regina Carbonero Celidório (PSDC – Partido da Social Democracia Cristã) suspendeu a procedimento licitatório para a compra dos equipamentos necessários para a implantação da segunda fase da TV Câmara de Araras. Suspendeu também o contrato com o engenheiro Luiz Gustavo Lopes, responsável pelo acompanhamento/assessoria da instalação. A decisão foi divulgada aos vereadores por meio de um ofício antes da sessão camarária desta segunda-feira, dia 13.magda

Na primeira fase da implantação foram realizadas algumas produções/parceiras e divulgação de informações. “Porém, eles não foram suficientes para colocar a TV no ar, sendo que hodiernamente a TV Câmara opera internamente e apenas com a exibição de programação via canal fechado e a transmissão das sessões camarárias via contrato de prestação de serviço com televisão local”.

Para a implantação da segunda fase, necessária para a colocação da programação no ar, o valor a ser gasto para a aquisição de tais equipamentos gira em torno de R$ 1,7 milhão, uma vez que são cotados em dólar e a moeda está supervalorizada. “É certo que o momento econômico-financeiro é bastante desfavorável, já que diante da cotação no ano de 2014, os mesmos equipamentos tinham previsão de custo estimado em pouco mais de R$ 1,2 milhão e a administração pública tem que se pautar em princípios para gerir seus recursos, sempre respeitando a economicidade e transparência”, traz o documento.

A Câmara de Araras divulgou no ano passado que, entre outras coisas, o sinal de televisão só passou a ser disponibilizado após a instalação de fibra ótica no prédio da Câmara e de equipamentos para codificação e difusão, além de reformas na antiga sala de xerox com investimento em cerca de R$ 457 mil.

 


 

Falta de estrutura para instalação de equipamentos coloca prédio em risco de incêndio

 

O ofício da presidente Magda Celidório também revelou um fato alarmante, a falta de estrutura física na sede do Legislativo para a instalação que quase ocasionou um apagão ou um incêndio no prédio que colocaria a vida de todos no local em risco de morte.

Pelas informações repassadas aos vereadores, em março deste ano, após ter iniciado o procedimento, a atual gestão foi surpreendida por uma grande pane elétrica, que inclusive, prejudicou a realização da sessão do dia 23, tendo seu local alterado para o Centro Cultural. “Conforme observação pelos relatos da Diretoria Administrativa e Financeira, bem como o laudo emitido por um engenheiro eletricista, o prédio da Câmara Municipal esteve na iminência de ter um apagão elétrico ou até mesmo incendiado, já que os fios e cabos que sustentam a parte elétrica do prédio são inadequados ao porte dos equipamentos e aparelhos eletrônicos existentes”.

Para a presidência há a necessidade urgente de ser realizado um novo projeto elétrico, telefônico e de cabeamento de rede para o prédio da Câmara Municipal, já que com a evolução dos tempos, aquisição de novos equipamentos e a tecnologia atual não mais permitem utilizarmos a rede elétrica existente, sob pena de ser colocado todos os servidores, agentes políticos e cidadãos em risco iminente”.

No processo é ressaltado que um novo projeto e sua execução demandam de um investimento financeiro grande. “Desta feita, considerando a impossibilidade de se fazer cotação completa dos equipamentos necessários, bem como a atual situação econômico financeira do país, com a elevada alta do dólar, e, especialmente a urgência de se realizar um novo projeto técnico de elétrica, telefônica e de rede, inclusive com sua execução breve, suspendo, ao menos nesse momento, o prosseguimento do presente procedimento licitatório”.

Magda determinou ainda que a Diretoria de Comunicação oficie a Câmara dos Deputados da decisão, uma vez que foi a mesma que forneceu o canal.


Projeto de implantação da TV Câmara foi suspenso em Limeira em 2013

Capa do ‘Jornal de Limeira’ de 9 de novembro de 2013

 

Em novembro do ano passado o Jornal de Limeira publicou que o projeto para a implantação de um canal de TV na Câmara de Limeira foi suspenso temporariamente. O anúncio foi feito ontem pelo então presidente do Legislativo, Ronei Martins (PT – Partido dos Trabalhadores), após a polêmica de um gasto de R$ 8,8 milhões, nos próximos quatro anos, para colocar a proposta no ar. Em coletiva de imprensa, Ronei ressaltou que fará cinco audiências públicas em janeiro antes de dar continuidade ao projeto.

Na cidade vizinha a maioria dos vereadores se posicionou contra um investimento na época, nos próximos quatro anos, de R$ 8,8 milhões para a implantação da TV Câmara. Dos 19 parlamentares ouvidos pelo Jornal de Limeira, apenas Wilson Cerqueira (PT) foi favorável ao projeto. Os vereadores Dinho (PSB – Partido Socialista Brasileiro) e Lu Bogo (PR – Partido da Republica) não quiseram se posicionar sobre o assunto.

Além disso, o presidente admitiu que ainda falta um debate político mais eficiente entre os vereadores e a população em geral “para que uma atitude definitiva seja tomada”.

Segundo Ronei, antes de qualquer decisão, haverá cinco audiências públicas para discutir com a população se o projeto da TV Câmara terá ou não continuidade. Uma das reuniões, de acordo com o presidente do Legislativo, será realizada na Câmara e as outras serão em bairros, que ainda não foram definidos.
“Traremos para esses encontros alguns representantes de outras cidades que já possuem um canal digital para explicar como é o serviço”, falou.
Ronei também anunciou que irá reavaliar o orçamento da TV Câmara e levantou a tese de que é possível gastar um montante menor para a criação do canal. “O valor de R$ 8,8 milhões é apenas um dinheiro reservado, mas, certamente, iremos gastar menos. Já ocorreu isso com outros projetos”, diz.

Segundo artigo publicado em 2013 pelo ex-presidente da Câmara de Limeira, Eliseu Daniel, seria menos oneroso a contratação de uma emissora local para transmissão da sessão.

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