Momento em que a nova bomba foi colocada dentro do rio Mogi Guaçu

Considerada uma das principais ou, mesmo a mais decisiva medida de curto prazo anunciada pela Prefeitura e pelo Saema (Serviço de Água, Esgoto e Meio Ambiente) em janeiro, no Plano de Metas para enfrentamento da crise hídrica, a ampliação da captação de água do rio Mogi Guaçu foi concretizada esta semana pela autarquia.

A instalação de uma terceira bomba e a reestruturação de todos os sistemas elétricos e hidráulicos, com troca de conexões e outros serviços, foram concluídas com êxito na última quarta-feira, dia 4, mas o Saema só divulgou o resultado bem sucedido das operações ontem, dia 6. A captação de água subiu de 200 litros por segundo para 350 litros por segundo, volume considerado suficiente para suprir o abastecimento diário de Araras com o racionamento 12hx36h em vigor.


 

 

Logística especial

Na quarta-feira, técnicos do Saema e também de empresas que dão assessoria técnica à autarquia trabalharam praticamente o dia todo para instalar a nova bomba e seus acessórios no sistema de captação existente a 26 quilômetros da ETA (Estação de Tratamento de Água).

Um guindaste teve que ser locado para dar suporte à operação e colocar a bomba e suas estruturas de apoio dentro do rio. O trabalho de conexão do equipamento ao sistema de captação foi feito em seguida e as bombas – agora num total de três – foram ligadas ao mesmo tempo.

A vazão de chegada na ETA, já no Jardim Cândida, foi medida no final do dia. Às 19h, já batia nos 340 litros por segundo. Às 21h, era de 350 litros por segundo, o volume idealizado para o qual a captação e o bombeamento foram redimensionados. “A rede se comportou muito bem, conforme testes que já tínhamos feito em janeiro e fevereiro. Com isso, nós eficientizamos nossa captação para servir à nova realidade que toda a região Sudeste do País está vivendo”, afirmou o presidente do Saema, Felipe Beloto.


 

 

Por que o racionamento continua?

Segundo Beloto, a ampliação da captação também é considerada fundamental para que nossas represas sejam efetivamente poupadas e possam recuperar seus volumes, visando dar segurança hídrica à cidade durante os longos meses de estiagem – prevista entre abril e setembro, pelo menos.

“A partir deste sábado, dia 7, vamos fechar definitivamente as nossas represas. A captação do Mogi praticamente nos garante o abastecimento dentro do esquema de racionamento vigente. Com isso, nossas represas poderão ser poupadas para, com as chuvas, irem se recuperando para nos socorrer no período mais difícil, que, diferentemente do que muitos pensam, ainda está por vir, com a estiagem do outono e inverno”, disse Beloto, em coletiva de imprensa nesta ontem.

Com exceção de alguns dias que registram números mais altos, já que houve um problema técnico que deixou alguns bairros da zona norte fora do racionamento por uma semana, o volume de água tratada para abastecer a cidade a cada dia tem ficado em torno de 32 a 33 milhões de litros. Isso representa aproximadamente 7 milhões de litros a mais além do que o Mogi, já com a nova captação, fornece à cidade. Daí a importância de uma redução um pouco mais significativa no consumo. “Estamos quase lá. Se fizermos um uso um pouco mais racional da água, teremos a segurança hídrica necessária para atravessar o período mais difícil do ano com abastecimento assegurado, ainda que com restrição”, concluiu o presidente. (Com informações Secom).

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