A denúncia de Roney Plast indústria e Comércio Ltda referente aos gastos da direção da Incubadora de Empresa ainda movimenta a cidade. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Geração de Emprego e Renda, Leonardo Dias, contestou informações publicadas pelo Opinião Jornal na edição de ontem, dia 25.

De acordo com a representação, a empresa que denunciou está instalada no local desde 2004 e recebeu um comunicado em 2013 que teria que desocupar o box porque teria terminado o prazo de incubação. “Entretanto, foi possibilitada a permanência da empresa no local sem a formalização de qualquer documento, mediante ao pagamento de R$ 763, aumento de 67%, sobre o valor anteriormente pago”, traz a denuncia.

Pelas informações do documento, a empresa pagou tal valor até dezembro de 2013, quando recebeu um recibo para pagamento em janeiro com novo aumento de 100%, indo para R$ 1.526,00. “A duras penas referido valor foi pago até o mês base de agosto de 2015, mas ao receber o recibo para pagamento do mês base setembro/2015, o valor veio dobrado para R$ 3.052,00”.

O empresário afirma que ficou impossibilitado de pagar o valor e procurou o coordenador da Incubadora e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Geração de Emprego e Renda, Leonardo Dias. “Diante da negativa a empresa foi ameaçada pelo secretário Leonardo dando conta de que iria “cassar o alvará” da empresa, e foi a partir daí que os proprietários da empresa desconfiaram que havia algo errado, pois jamais um secretário que responde pela pasta responsável pelo desenvolvimento e geração de empregos poderia agir dessa maneira, ameaçando fechar empresa”.

A empresa ficou sem receber a prestação de contas das receitas e despesas da Incubadora e o responsável solicitou junto ao banco copia dos cheques pelos quais efetuava os pagamentos, que por exigência dos responsáveis eram ao portador e não cruzados. “E ao que se sabe, após o pagamento eram imediatamente encaminhados ao secretário”, traz a denúncia.

Pelas informações da representação, nenhum cheque foi depositado em conta da Prefeitura e todos foram sacados na boca do caixa por funcionários da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e também utilizados em Leme/SP. “Com microfilme dos cheques desde 2013 foi possível verificar que um (…) no valor de R$ 763,00 foi utilizado para pagamento junto a Luiz Ricardo Altoé, constando a informação ‘Leo pref’ no verso do cheque”.

A reportagem não encontrou os citados na matéria para comentar o assunto.

 Cheque de R$ 763,00, ao portador, assinado em 17/12/2013, mas ‘bom para 02/01/2014’, como se a Municipalidade fosse um supermercado, foi, segundo está nos autos, depositado em Leme pela empresa Rimad, da vizinha cidade. Luiz Ricardo Altoé é um dos sócios da empresa que, por sinal, goza de alto conceito em Leme... A empresa trabalha com madeira.

Cheque de R$ 763,00, ao portador, assinado em 17/12/2013, mas ‘bom para 02/01/2014’, como se a Municipalidade fosse um supermercado, foi, segundo está nos autos, depositado em Leme pela empresa Rimad, da vizinha cidade. Luiz Ricardo Altoé é um dos sócios da empresa que, por sinal, goza de alto conceito em Leme… A empresa trabalha com madeira.

 

bradesco certo
Cheque emitido por Roney Plast, valor de R$ 1.526,00, em 15/12/2014, mas, também, ‘bom para 31/12/14’, teria sido recebido por Michele Ortiz de Camargo, também assessora da Pasta de Desenvolvimento.
 Cheque de R$ 1.526,00, também ao portador, assinado em 02/02/2015, teria sido recebido por Elizangela Ferraz, assessora da Pasta. Note-se que a letra da ‘favorecida’ é diferente da de quem emitiu o cheque...

Cheque de R$ 1.526,00, também ao portador, assinado em 02/02/2015, teria sido recebido por Elizangela Ferraz, assessora da Pasta. Note-se que a letra da ‘favorecida’ é diferente da de quem emitiu o cheque…

Maria Gabriela Córnia

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