A FHO/Uniararas (Fundação Hermínio Ometto) apresentou o balanço mensal com os preços da cesta básica na região. Em Araras, custou R$ 366,20, o que representou que o ararense precisou trabalhar 102,2 horas para adquirir os produtos.

Essa pesquisa foi à primeira do ano realizada pela Cepe (Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas) da universidade que elaborou as coletas dos preços na região de Araras. Dessa forma, o primeiro relatório tem como foco principal a comparação entre o preço da cesta básica nas cidades – a análise de variação mensal será apresentada no próximo mês.

De acordo com o Cepe, na região, a cidade com a cesta básica mais cara é Rio Claro que custa R$ 386,47 (107,9 horas de trabalho), Mogi-Guaçu R$ 378,49 (105,7 horas de trabalho), Santa Gertrudes R$ 336,68 (94,0 horas de trabalho). Já em São Paulo custa São Paulo R$ 443,40 (123,8 horas de trabalho).

 

Crédito

Uma pesquisa da Boa Vista SCPC apontou que a demanda do consumidor por crédito apontou alta de 3,8% na avaliação mensal (fev/16 contra jan/16), na série com ajuste sazonal, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. Contudo, na variação acumulada em 12 meses, o indicador mantém a tendência negativa, com queda de 6,2%. Já na avaliação contra o mesmo mês do ano anterior, o indicador obteve retração de 4,9%.

Considerando os segmentos que compõem o indicador, a avaliação mensal dessazonalizada mostrou que nas instituições financeiras houve queda de 2,6%, enquanto para o segmento não-financeiro a variação foi positiva em 7,6%.

A grande incerteza econômica gerou um cenário bastante adverso para o consumidor em 2015 e que permanece em 2016. A gradual deterioração dos indicadores econômicos contribuiu decisivamente para piora do índice e que agora, de forma tímida, tenta se recuperar. Fatores como a alta das taxas de juros, inflação consistentemente elevada e piora do mercado de trabalho são apenas algumas das variáveis condicionantes deste resultado. Como consequência, o consumidor mantém-se bastante cauteloso. Assim, a demanda por crédito que já havia sido negativa em 2014, continua com essa tendência. Mesmo com uma leve inflexão a partir do segundo semestre de 2015, a retomada ainda não ocorre de forma significativa para que a procura por crédito retorne a níveis positivos.

(Maria Gabriela Córnia)

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