Em momento ternura a protetora Silvia Mota brinca com o pet que recebeu o nome de Pintado

“O ser humano poderia viver com os animais sem maus-tratos, sem violência. A vida deles é curta e a nossa sem eles é eterna e solitária”

Ativistas, simpatizantes da causa animal e principalmente a protetora independente Silvia Mota estão tentando entender o que aconteceu com os dois cães que viviam no Terminal Urbano Prefeito Milton Severino, próximo ao Ginásio de Esporte Nelson Rüegger.

Sílvia é funcionária do TCA (Serviço Municipal de Transportes Coletivos de Araras) há três anos e é conhecida pelos colegas de trabalho pelo seu amor, carinho e dedicação aos animais. Trabalhou na garagem de ônibus até agosto de 2018, onde cuidava, juntamente com os servidores, de um cãozinho comunitário chamado Fubá, que ficou muito conhecido nas redes sociais e tem até facebook (Fubá Tca Fubázinho). Transferida para o Terminal Urbano, no Jardim Belvedere, lá começou a observar a presença constante de três amigos de quatro patas, que eram cuidados e alimentados por funcionários e passageiros. Um deles tinha a cor caramelo, já era idoso e mais dócil e recebeu o nome de Thody. O preto foi denominado Rothy e um terceiro foi chamado pelo grupo de Pintado, sendo os dois últimos um pouco mais ariscos.

Rothy e Pintado estão desaparecidos desde o final de dezembro

A cuidadora resolveu se aproximar deles, o que despertou igual intenção em outras pessoas, que demonstravam especial carinho aos pets. Com isso se tornaram amigos de todos que por lá passavam. Segundo Silvia, ela recebeu apoio e autorização de seus superiores, inclusive do presidente do TCA, Élcio Rodrigues Júnior, para poder cuidar e zelar pelos animais. Os protetores Sarah Bianco e o vereador José Roberto Apolari se disponibilizaram a colaborar com consulta médica veterinária para avaliar a saúde dos novos companheiros do terminal e também com tratamento, pois os três estavam com a doença do carrapato, que foi tratada e eles ficaram saudáveis. Silvia é responsável pela alimentação dos mesmos com ração que compra com recursos próprios e não mede esforços para que os amigos fiquem bem cuidados.

A partir daí os pets estavam felizes e protegidos. Como é de domínio público, a existência do “cão comunitário” está assegurada pela lei 12.906, sancionada no dia 17 de abril de 2008, de autoria do ex-deputado estadual Feliciano Filho. Uma importante e nobre alternativa de dignidade aos animais abandonados.

Porém, algo estranho aconteceu na tarde de 28 de dezembro. Desde então Rothy e Pintado nunca mais foram vistos. Já está completando um mês e nada de notícias deles. A protetora imediatamente publicou o fato nas redes sociais, pediu ajuda dos ativistas, verificou a possibilidade de estarem no Canil Municipal, mas até o momento não foram localizados.

A proteção animal está formando uma corrente do bem e não vai desistir de ajudar a encontrar os dois cães. Muitas pessoas não entendem que os animais são seres sencientes, ou seja, sentem tudo que sentimos, dor, tristeza, alegria, amor, e certamente onde estiverem estão muito tristes e apavorados, querendo retornar para seu ambiente acolhedor, pois não sabem se defender sozinhos, precisam de ajuda.

Toda informação será bem-vinda e mantida em sigilo. Para tanto, contatar, via facebook , Silvia Mota ou pelo celular (19) 99107-5077 ou ainda pelos facebooks Abrace Patinhas Araras, Sempre a seu Lado e também a protetora e presidente da OSCIP, Rose Mary Coser pelo telefone (19) 99911-5554.

By Aidil Gasparotto

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