Ainda não se sabe se há mais tipos em circulação no município

Com 184 casos confirmados de dengue em Araras, destes, 143 são autóctones (contraídos na cidade) e 41 importados, além de 83 pessoas aguardando resultado de exames para diagnóstico, a Secretaria Municipal de Saúde informou que conseguiu isolar o vírus tipo 1 da doença que, agora se sabe, é pelo menos um dos que estão em circulação na cidade. As ações de combate são contra o mosquito Aedes aegypti, o principal transmissor da dengue.

Pelas informações ainda não se sabe se há mais tipos em circulação no município, uma vez que a doença é causada por quatro diferentes vírus – DEN 1, DEN 2, DEN 3 e DEN 4 e destes, conforme informações da secretária municipal de Saúde Vandersi Pavan Bressan (Vanda), apenas o DEN 3 ainda não circulou na cidade.

O isolamento do vírus é importante porque possibilita às autoridades públicas mais condições de acompanhar o avanço da doença e os riscos que envolvem a população. “Como a dengue está entre nós há muitos anos, infelizmente já temos casos de pessoas que estão contraindo a doença mais de uma vez, o que aumenta as chances de desenvolvimento da dengue hemorrágica, ainda mais perigosa”, disse ela na semana passada, em coletiva com a imprensa.

Segundo a chefe de controle de endemias da Secretaria da Saúde Luciana Cristina Bianco, só é possível detectar o tipo de vírus se o paciente chegar antes do 3º dia de sintomas. “Até o terceiro dia, é possível realizar o exame de NS1 que é um teste rápido que detecta o tipo de proteína e consequentemente o tipo de dengue, porém é muito difícil que isto aconteça. Na grande maioria das vezes, a pessoa que está com dengue deixa para procurar auxilio médico quando os sintomas já estão mais avançados” comentou.

É importante ressaltar que a dengue tipo 1 não é mais agressiva do que os vírus dos sorotipos 2, 3 ou 4, e apresenta os mesmos sintomas. “Ao isolarmos o tipo 1 da doença, nós sabemos também em quais regiões da cidade estão acontecendo esses casos. Além disso, em caso de epidemia, conseguimos saber qual o número de pessoas que não seriam mais infectadas com esse tipo de vírus”, finalizou.

 

E-SUS recadastrou 65% dos domicílios que integram programa

O trabalho de recadastramento do e-SUS, estratégia do Departamento de Atenção Básica para reestruturar as informações da Atenção Básica em nível nacional continua. Das 16.829 famílias cadastradas, segundo a Secretaria de Saúde, 11.136 passaram pelo recadastramento – ainda restam 5.693.

Segundo o enfermeiro do Núcleo de Apoio à Educação e Saúde Edson Roberto Muniz, a previsão é de que até o final de março o recadastramento tenha terminado.       “Nós estamos trabalhando para que até o final deste mês possamos finalizar o recadastramento. Queremos pedir a colaboração das famílias que ainda não se recadastraram para que recebam os agentes comunitários em suas casas ou se dirijam ao PSF onde costumam ser atendidos para atualizar o cadastro”, disse.

O recadastramento e-SUS foi determinado pelo Ministério da Saúde e visa melhorar o atendimento ao usuário. Após o término deste processo, somente pacientes recadastrados no banco de dados poderão agendar atendimentos nas Unidades de Saúde de Família. É necessário ressaltar que, para a atualização dos dados, o usuário deve ter em mãos: Cartão do SUS, Cartão PIS / Pasep ou Cartão de Programas Sociais como o Bolsa Família.

Ao receber o agente comunitário de saúde em sua residência, o usuário precisa fornecer os dados necessários. Se preferir fazer o recadastramento no PSF, também é necessário apresentar os documentos.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a medida também abrange aqueles que possuem planos de saúde particular. Nestes casos, é preciso procurar a unidade do respectivo plano para fazer o recadastramento. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3543-1522. (Com informações da Secretaria de Saúde)

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