As obras no prédio do Solar Benedita Nogueira, que irá receber a instalação da Casa da Memória, seguem em fase de acabamento e finalização dos últimos detalhes de restauração. Crédito: Gabriela Grigoletto
As obras no prédio do Solar Benedita Nogueira, que irá receber a instalação da Casa da Memória, seguem em fase de acabamento e finalização dos últimos detalhes de restauração.
Crédito: Gabriela Grigoletto

Um comitê consultivo formado por membros da sociedade civil ficará responsável por supervisionar e acompanhar a gestão da Casa da Memória, espécie de museu que preservará a história do município e está sendo instalado no Solar Benedita Nogueira, no Calçadão Monsenhor Quércia.

O grupo é formado por pessoas com amplo conhecimento sobre a história da cidade, como historiadores, jornalistas, pesquisadores, memorialistas, artistas, arquitetos, entre outros, indicadas pelo prefeito Nelson Dimas Brambilla (PT- Partido dos Trabalhadores).

O comitê consultivo deverá ter um coordenador e um secretário que ficarão responsáveis pelo estabelecimento de cronogramas, prioridades, apresentações e registros de reuniões.

Na última semana, integrantes do comitê se reuniram com a diretora de projetos da Secretaria de Planejamento, Gestão e Mobilidade Adriana Corsini e o prefeito Brambilla. Na reunião, o grupo pode conferir os depoimentos e assistir aos vídeos, resultado das entrevistas e pesquisa documental que irão compor o acervo audiovisual da Casa da Memória.

Foram coletados aproximadamente 30 depoimentos que tiveram por objetivo compor a Memória Oral do município. Os vídeos são temáticos e tratam da história da cidade, dos empreendedores, do cotidiano, vida social, política e expectativas para o futuro da cidade.

Os entrevistados foram os próprios membros do comitê consultivo, além de convidados que têm relação com a pesquisa histórica.

O conteúdo do vídeo que será disponibilizado no local integra o plano museológico da Casa da Memória, elaborado pela empresa Arquiprom. O plano ainda prevê a pesquisa documental, bibliográfica e iconográfica; além da implantação de plano de gestão documental contendo produção, projeto e instalação de exposição de longa duração; atividades interativas e peças audiovisuais.

O projeto museológico foi realizado em duas etapas. A primeira consistiu na pesquisa documental e captação de recursos e a elaboração do plano em si. A segunda etapa é o projeto executivo de implantação da Casa da Memória.

A captação de recursos foi feita junto a uma empresa de Araras para realização do projeto, que será viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, mais conhecida como Lei Rouanet e pelo Proac (Programa de Ação Cultural).

A Lei Rouanet institui políticas públicas para a cultura nacional e permite incentivos fiscais às empresas (pessoas jurídicas) e cidadãos (pessoa física) que aplicarem parte do Imposto de Renda devido em ações culturais. O percentual disponível para pessoas físicas é 6% do IRPF e de 4% de IRPJ para pessoas jurídicas.

O comitê consultivo é formado por João de Mello, Milton Triano, José Carlos Victorello, Antonio Wilson Inocentte, Alcyr Mathiesen, Wenilton Daltro, Marcelo Daniel (Mussa). A formação inicial ainda contava com Pedro Pessoto Filho e Luiz Cressoni Della Colleta, ambos já falecidos.

A Casa da Memória terá salas para apresentação de workshop, estudo e pesquisas. O acervo coletado durante a pesquisa documental será digitalizado e poderá ser acessado no local de forma interativa. O público terá a sua disposição todos os depoimentos e vídeos, resultado das entrevistas e pesquisa documental.

 

Reforma Solar Benedita Nogueira

 

As obras no prédio do Solar Benedita Nogueira, que irá receber a instalação da Casa da Memória, seguem em fase de acabamento e finalização dos últimos detalhes de restauração. Segundo a Secretaria de Planejamento, Gestão e Mobilidade, a parte física da obra está praticamente pronta para já receber a instalação da Casa da Memória. A previsão, de acordo com a pasta, é que a obra seja entregue no segundo semestre deste ano.

As obras de revitalização incluíram pintura geral, instalações elétricas e hidráulicas, reparos em pisos, revestimentos em forros e em paredes internas e externas, manutenção do telhado, além de recuperação da fachada do prédio com nova iluminação cênica.

A obra exigiu trabalho cuidadoso de restauro, principalmente das esquadrias de madeira do prédio. Ao todo, o Solar conta com aproximadamente 70 janelas e 60 portas, em sua maioria feitas de madeira do tipo pinho-de-riga, material raro e difícil de ser encontrado.

As madeiras de pinho-de-riga eram instaladas em antigos prédios e palacetes do final do século 19 e começo do século 20. O prédio sediou por anos o educandário para crianças e jovens órfãs e também funcionou como Paço Municipal até 2009.

A reforma de esquadrias desse tipo de madeira requer um trabalho cuidadoso e meticuloso, pois deve ser feito visando a preservação do patrimônio histórico.

Além disso, foi instalado um elevador hidráulico próximo à passarela que liga os dois principais blocos do Solar, em frente às lanchonetes do Calçadão. Uma nova passarela metálica garantirá acesso aos diferentes pavimentos, a partir desse elevador.

O valor da obra, após a licitação, ficou em R$ 1.088.621,29. Os recursos para a revitalização do prédio histórico localizado no coração da cidade, no Calçadão Monsenhor Quércia, são da própria Prefeitura.

(Gabriela Grigoletto com informação da Secom)

 

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