O Cortejo Águas de Oxalá, que aconteceu domingo (29), na região central, reforça principalmente o resgate da cultura e das

Evento aconteceu na manhã do último domingo (29) na região central da cidade
Evento aconteceu na manhã do último domingo (29) na região central da cidade

tradições africanas, além de intensificar o combate à intolerância religiosa.

Embora com menos participantes e público que em anos anteriores, o evento atraiu pessoas de outras cidade do Estado e fotógrafos, que registraram todo o trajeto entre a praça Monsenhor Quércia (Calçadão) e a Igreja de Santa Cruz. O encerramento contou com louvações dos orixás e lavagem da escadaria no entorno da capela.

Em sua 23ª edição, o Águas de Oxalá teve início na década de 80, com o babalorixá Adailton de Yansã, em parceria com o Acervo Cultural Afro-brasileiro, coordenado por Neuza Maria Pereira Lima.

No início, o evento envolvia a lavagem da escadaria sob a imagem do Cristo Redentor, no Jardim São João. Essa tradição chegou a ser esquecida por alguns anos, em função do falecimento de Adailton. No entanto, com o apoio da Prefeitura de Araras, o ato foi retomado e a lavagem passou a ser realizada na Capela de Santa

Público também pode se lavar com a água de cheiro, após o término dos louvores
Público também pode se lavar com a água de cheiro, após o término dos louvores

Cruz.

A realização do cortejo ajuda a intensificar a luta pelo racismo e também ganhou forças com a Lei 4.295/09, que instituiu o Dia Municipal da Intolerância Religiosa. O projeto de lei é de autoria do ex-vereador, Breno Zanoni Cortella, e foi aprovado em 2009.

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