Mapeamento é realizado em pontos mais suscetíveis a alagamentos e deslizamentos de terra

Técnicos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) estiveram em Araras na última terça-feira, dia 24, para realizar o mapeamento das áreas de alto e muito alto risco de deslizamentos e inundações.

A empresa foi contratada pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Estado de São Paulo, para realizar o trabalho em mais 41 municípios abrangidos no Plano Preventivo de Defesa Civil do Estado.

Os técnicos foram orientados pelo agente da Defesa Civil, Marcus Vinicius Cabral, que os levou até os locais com risco iminente de inundações ou deslizamentos de terra da cidade, como, por exemplo, em alguns pontos específicos localizados às margens do Ribeirão das Araras, onde ocorrem eventuais alagamentos.

O projeto, que começou em novembro de 2014 e tem duração de nove meses, conta com visitas técnicas realizadas por membros da Seção de Investigações, Riscos e Desastres Naturais do IPT. Nas visitas, organizam as informações de cada área de risco visitada e efetuam documentação fotográfica no Sistema de Informações Geográficas (SIG), com a finalidade de subsidiar o gerenciamento das áreas e estabelecer parâmetros técnicos e sociais.

De acordo com o coordenador do projeto e pesquisador da seção do IPT Marcelo Fisher Gramani, os graus de risco considerados seguem o método desenvolvido em 2007 pelo Ministério das Cidades e pelo IPT, o qual estabelece quatro condições potenciais de risco. “É importante ressaltar que o projeto tratará dos setores classificados como de risco alto (R3) e muito alto (R4) das 42 cidades”, afirma.

Ainda de acordo com ele, alguns dos pontos visitados em Araras apresentam, pelo menos a princípio, risco médio de ocorrências de inundações ou deslizamentos. “O ponto próximo ao Teatro Estadual Maestro Francisco Paulo Russo, que fica às margens do Ribeirão das Araras, pode ser determinado como de risco médio, pois não apresenta características para inundações, que possam eventualmente gerar ocorrências graves com vítimas. Também durante a visita nas cidades, procuramos sugerir soluções para medidas não estruturais como monitoramento constante das áreas de risco com documentação fotográfica feita pela Defesa Civil local, entre outras iniciativas”, detalhou Gramani.

Além disso, o trabalho da empresa envolve pesquisa bibliográfica dos levantamentos de áreas de riscos existentes, consulta às equipes das Coordenadorias Municipais de Defesa Civil sobre o número de atendimentos efetuados nos locais que serão avaliados, realização de vistorias de campo para levantamento de indicadores de risco e tipologias dos processos, e elaboração de documentação fotográfica.

Os dados coletados serão analisados para fundamentar o relatório técnico, que irá conter informações como descrição da área avaliada, delimitação dos setores de risco identificados em imagem de sensores remotos, quantidade de imóveis em risco, quantidade de pessoas em risco, tipologia do processo (deslizamento, inundação, solapamento de margem) e sugestões de intervenções para minimizar ou eliminar os riscos identificados.

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

*