Da perda total de água, apontada como 41,2%, apenas 28,08% representa uma perda real, encontrada pelo método da vazão mínima, e os outros 13,12% seriam de perda não física ou aparente Crédito: divulgação
Da perda total de água, apontada como 41,2%, apenas 28,08% representa uma perda real, encontrada pelo método da vazão mínima, e os outros 13,12% seriam de perda não física ou aparente
Crédito: divulgação

Em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) a ararense Fabiana Guirardini, formada em Engenharia Ambiental pelo Instituto Superior de Ciências Aplicadas (Limeira/SP) abordou o assunto sobre perdas no abastecimento público de água. Realizado em 2015, o trabalho diagnosticou as causas das perdas por meio de análises e estudos específicos, obtendo a porcentagem de 28,08% como sendo o resultado da perda física ou real de água tratada.

O estudo foi subsidiado pelo Serviço de Água e Esgoto do Município de Araras – Saema, por se tratar de um assunto de grande interesse para a autarquia. O combate à perda é uma política constante na empresa e a preocupação com a quantidade que ela representa se acentuou ainda mais em decorrência do período de crise, enfrentado em 2015. “Este é um assunto que está sempre em pauta na empresa e faz parte do nosso plano de metas, o trabalho da Fabiana veio no momento certo em que buscávamos respostas mais detalhadas”, contou Felipe Beloto, presidente da autarquia.

De acordo com Beloto, o resultado soou positivo, em vista do número apresentado anteriormente pelo Plano Diretor de Água, em documento elaborado por uma empresa contratada em março de 2014. “O valor que foi apurado anteriormente era de 41%, o que nos pareceu irreal, em virtude de dados que ficam mascarados. Apoiamos o trabalho da Fabiana pois era de máximo interesse para nós a apuração desta perda com dados reais e claros, até que chegamos aos 28%, que é uma redução considerável”, disse. O resultado apontado anteriormente analisou dados de 2012 e 2013.

Segundo Fabiana, o incentivo do Saema foi fundamental para o estudo, que baseou-se em dois métodos: método do balanço hídrico e a vazão mínima noturna. O balanço hídrico é basicamente a diferença do volume de água que entra no sistema e o volume de água medido, onde encontramos a perda total. Já o método da vazão mínima, é o consumo mínimo que ocorre entre 3h e 4h da madrugada. Normalmente, o consumo noturno é reduzido, principalmente em áreas residenciais, de forma que qualquer alteração na vazão mínima de uma unidade de abastecimento pode significar ocorrência de vazamentos. Este método permite encontrar a perda real, ou seja, àquela que ocorre devido a vazamento em tubulações, e o que não é perda real denomina-se perda aparente, que são as perdas por fraudes, erros de leitura e imprecisões de medidores.

Da perda total de água, apontada como 41,2%, apenas 28,08% representa uma perda real, encontrada pelo método da vazão mínima, e os outros 13,12% seriam de perda não física ou aparente. “Estes 28,08% representam a nossa atual realidade e consideramos fundamental que a população tenha conhecimento desta quantidade e entenda este resultado. Por isso, a análise recebeu todo o nosso apoio. Com o diagnóstico real apontado no estudo, é possível melhorar a eficiência no trabalho de abastecimento público de água de forma assertiva e também na definição de estratégias para o combate de perdas”, explica Felipe.     O presidente ressalta que a autarquia já trabalha intensamente para que este número seja cada vez menor, e está sempre em busca de recursos modernos e atuais para melhor detectar tais perdas e assim reduzi-las.

(Com informações Saema)

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