Uma pesquisa realizada pelo Opinião em três papelarias da cidade sobre valores de alguns itens mais solicitados pelas instituições de ensino de Araras (confira tabela de itens e valores nesta página) mostrou que a variação de preço de um mesmo item da lista chega a 558%.

Desses materiais pesquisados, o item com a maior diferença encontrado foi o apontador com reserva, ou seja, dentre uma papelaria e outra os preços vão de R$ 0,60 a R$ 3,75. Já outro material que também aponta variação nos valores é a mochila (entre R$ 18,50 e R$66,90 – diferença de 261%). A terceira maior variação foi encontrada com a régua de 30 centímetros. Em uma loja custa R$ 0,70 e em outra R$ 2,50, diferença de 257%, seguida do caderno de desenho grande de 100 folhas e encapado com um diferencial de 222%, nos valores de R$ 4,95 a R$15,95 e o compasso (R$ 2,50 a R$ 7,50 – diferença de 200%).

No entanto, outros itens analisados apresentaram preços mais aproximados. Dentre eles estão a caixa de cola colorida (R$ 6,50 e R$6,95, resultando na diferença de 66%) e o pacote com 500 folhas de sulfite A4 (preços entre R$ 14,65 e R$ 15,95 – diferencial de 8%).

Segundo o economista, Ricardo Buso, a variação de preços de material escolar em relação a 2015 era esperada, já que, a inflação oficial do país ficou em 10,67% nesse mesmo ano. A alta do dólar também influenciou que itens importados envolvidos na produção de produtos escolares contribuíssem para o sobressalto de seus preços. “ Com isso, é possível que privilegiar as marcas com maior proporção de componentes nacionais na produção traga algum benefício ao consumidor”, diz o economista.

Lista de materiais escolares e valores pesquisados

tabela educação

 

Dicas de compras

Verificar a possibilidade de reaproveitamento de itens usados no ano letivo anterior é importante antes de sair as compras. Logo depois, pesquise preços em diferentes estabelecimentos.

Em grandes compras, costuma-se conceder um desconto maior. Reúna um grupo de consumidores e sugira essa possibilidade com as lojas.

Evite levar crianças para fazer compras. Produtos com personagens, logotipo e acessórios licenciados são os favoritos de crianças e adolescentes, entretanto são, geralmente, os mais caros.

Comprar em ambulantes pode lhe causar dor de cabeça, o comércio informal não fornece nota fiscal, dificultando assim a troca ou assistência do produto se houver necessidade.

O Procon de Araras também sugere que na compra dos materiais, os pais verifiquem nos produtos como cola, tinta, fita adesiva, entre outros, se há informações claras, precisas e em língua portuguesa sobre o fabricante, importador, composição, armazenagem, validade e se apresentam algum tipo de risco a saúde e segurança de seus filhos.

 

material 

Escolas não podem solicitar itens de uso coletivo

Na reportagem de Ramon Rossi, no programa Opinião da Cidade, da Rede Opinião de TV, o coordenador do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) de Araras, Kleber Luzetti, alertou sobre produtos em listas de materiais que são considerados abusivos. Segundo ele, as escolas não podem inserir em suas listas produtos de uso coletivo como material de higiene e limpeza. Além de cobrar taxas para suprir despesas com água, luz e telefone.

As escolas não podem também indicar ou determinar o local de compra de suas listas. “Caso a venda de algum item da lista seja vendido na própria escola, a mesma não pode obrigar os pais a realizarem a compra ali”, conclui Kleber.

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