O empresário foi encontrado pendurado com uma corda no pescoço em um dos galpões da empresa, a Polícia suspeita de que ele tenha cometido suicídio Crédito: Reprodução TV Claret
O empresário foi encontrado pendurado com uma corda no pescoço em um dos galpões da empresa, a Polícia suspeita de que ele tenha cometido suicídio
Crédito: Reprodução TV Claret

O empresário Luiz Antônio Scussolino foi encontrado morto em sua própria empresa na manhã de ontem, dia 21. Scussolino era proprietário em Rio Claro da Luizzi, fábrica que produz sofás, que inclusive foi responsável pela demissão em massa de 223 funcionários na semana passada. O empresário foi encontrado pendurado com uma corda no pescoço em um dos galpões da empresa. A Polícia suspeita de que ele tenha cometido suicídio.

A funerária João de Campos divulgou que o sepultamento do empresário, que morreu aos 66 anos, acontece hoje, dia 22, às 10h30, no Parque das Palmeiras, que fica na avenida 53 Particular, no Jardim Residencial Copacabana.

Na última segunda-feira, a empresa informou que, apesar de enfrentar dificuldades por causa da queda nas vendas, manteve o emprego de 870 funcionários. A Luizzi ainda disse que apresentou uma proposta ao sindicato para evitar as demissões, como redução da jornada de trabalho e de 20% nos salários, mas ela foi rejeitada pela maioria dos empregados. Disse também que estaria calculando o valor das rescisões e se esforçando para pagar.

Em entrevista à EPTV, antes mesmo da morte do empresário, o chefe regional do Ministério do Trabalho de Rio Claro disse que o medo era que a empresa não paguesse tudo o que eles têm direito, por isso o Ministério do Trabalho estava acompanhando o caso. O prazo para acertar as contas com os funcionários era de dez dias. “Se a empresa não fizer o pagamento, existe a multa prevista no artigo 477 da CLT que é o valor de um salário nominal para cada empregado”, explicou Fabio Cigagna, chefe da regional do.

 

Queda na economia de Rio Claro

Uma demissão em massa não acontecia na cidade há mais de 20 anos. A última foi em 1995. Na época, uma fábrica de carros Gurgel fechou e 1 mil trabalhadores foram mandados embora. Agora a situação é ainda mais complicada diante da crise econômica do país.

O secretário de Economia e Finanças, Japir Pimentel Porto, disse que esse tipo de situação afeta toda a economia da cidade. “A pessoa que não tem o rendimento deixa de consumir na cidade aquilo que ela consumia normalmente. Com isso, a prefeitura deixa de arrecadar porque todo consumo gera uma arrecadação em termos de taxas e impostos”, disse também à EPTV.

(Lucas Neri)

 

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

*