Segundo o secretário da Educação, Herman Voorwald, as medidas são necessárias para que sejam entregues novas escolas focadas em ações pedagógicas para cada etapa do ensino.

Depois de um amplo diálogo com dirigentes e educadores de todas as 91 diretorias de ensino do Estado de São Paulo, a Secretaria de Estado da Educação consolidou o estudo que envolve a reorganização de sua rede de escolas, iniciado há um mês, e que tem como objetivo aproveitar o cenário demográfico para a melhoria da qualidade do ensino.

Segundo a pasta, a reorganização da rede atende a dois fatores: mudança demográfica no Estado, que, desde 1998, teve um declínio de 2 milhões de alunos em suas unidades de ensino; e constatação de que escolas de segmento único, modelo a ser intensificado, têm um rendimento até 28,4% superior às demais.

No entanto, as principais medidas da reorganização envolvem:

– Criação de mais 754 escolas de ciclo único, focadas em uma única faixa etária. Assim, 2.197 escolas em todo o Estado (43% do total) passarão a funcionar neste modelo a partir de 2016;

– Abertura de 2.956 classes hoje ociosas;

Segundo o secretário da Educação, Herman Voorwald, as medidas são necessárias para que sejam entregues novas escolas focadas em ações pedagógicas para cada etapa do ensino.
Segundo o secretário da Educação, Herman Voorwald, as medidas são necessárias para que sejam entregues novas escolas focadas em ações pedagógicas para cada etapa do ensino.

– Diminuição de 18% de escolas de dois segmentos, passando de 3.209 para 2.635.

Em nota, o secretário da Educação, Herman Voorwald, explicou a nova medida. “O momento é propício para mudanças e elas são necessárias. O rol de prédios construídos nos últimos anos atende a uma população que diminuiu consideravelmente e, por isso, é possível que agora entreguemos escolas melhores, focadas em ações pedagógicas para cada etapa do ensino”, afirma.

De acordo com o resultado do Idesp 2014 (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), as instituições de segmento único dos Anos Iniciais tiveram um rendimento 14,8% superior às demais; as escolas de segmento único dos anos finais, 15,2%; e as unidades de segmento único do Ensino Médio, 28,4% superior.

O estudo da Secretaria foi discutido regionalmente, levando em consideração a realidade demográfica e especificidades de cada município. Os critérios para as mudanças incluíam o número máximo de alunos por sala e o deslocamento limite de 1,5 km da atual escola para a nova unidade. Ao todo, cerca de 340 mil alunos serão impactados pela reorganização das escolas.

 

Reunião com os pais

A próxima etapa envolverá diretamente os pais, alunos e a comunidade escolar. Para ouvir os responsáveis e esclarecer dúvidas, a Secretaria da Educação criou o chamado “Dia E”, da Educação, que acontecerá em 14 de novembro, em todas as escolas do Estado. Além disso, pela internet e por carta, os pais terão todas as informações envolvendo a rotina escolar de seus filhos.

A Pasta também tem atuado em uma campanha de atualização de dados dos alunos. Por meio do site www.atualizeseusdados.educacao.sp.gov.br pais e responsáveis devem atualizar as informações envolvendo os alunos a fim de aprimorar a comunicação com as famílias paulistas e melhor informá-las sobre oportunidades de estudo e novidades das escolas estaduais. (César Foguel – Com informações da Assessoria de Comunicação e Imprensa Secretaria da Educação do Estado de São Paulo)

 

Reorganização em números
– Total de escolas no Estado: 5.147;

– Total de alunos no Estado: 3,8 milhões;

– Salas ociosas que serão reabertas com a reorganização: 2.956;

– Escolas de segmento único: aumento de 52,2%, 754 escolas a mais (de 1.443 para 2.197);

– Escolas de segmento único de Ensino Médio: aumento de 74%, 340 escolas a mais (de 459 para 799);

– Escolas de segmento único dos Anos Iniciais: aumento de 7%, 54 escolas a mais (de 778 para 832);

– Escolas de segmento único dos Anos Finais: aumento de 175%, 360 escolas a mais (de 206 para 566);

– Escolas com três segmentos (Anos Iniciais, Finais e Ensino Médio): diminuição de 34%, menos 164 escolas (de 479 para 315).

 

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