Em novembro, bandidos armados explodiram caixas eletrônicos do Banco Santander localizado no interior da empresa da multinacional Nestlé
Em novembro, bandidos armados explodiram caixas eletrônicos do Banco Santander localizado no interior da empresa da multinacional Nestlé

O Estado de São Paulo apresentou queda de 32,6% nas ocorrências de explosões a caixas eletrônicos em 2015. O número de casos passou de 423 em 2014 para 285 no ano passado. Foram 138 ocorrências a menos em relação no ano. Em Araras houve dois registros durante o ano nesse tipo de crime.

Em março desse ano, cinco bandidos, fortemente armados, invadiram a fábrica DPA (Dairy Partners Americas), explodiram dois caixas eletrônicos e levaram parte do dinheiro, quantia estipulada em torno de R$ 248 mil. Já em novembro, novamente bandidos armados realizaram o mesmo crime, dessa vez o alvo foi o caixa eletrônico do Banco Santander localizado no interior da empresa da multinacional Nestlé. Cerca de R$93 mil foram levados.

Os dados municipais de ataques à caixas eletrônicos não foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. As informações são baseadas nos arquivos de reportagens do Opinião Jornal, entretanto não foram encontrados registros desse tipo de crime em 2014.

A redução das ocorrências no Estado, é ainda maior na comparação com o ano de 2012. O recuo foi de 59,1%. O número caiu de 697 para 285 – 412 casos a menos.

Se comparados apenas os meses de dezembro, a diminuição é de 52,9%. Foram contabilizados 21 casos, contra 51, em 2014 – 27 ocorrências a menos.

Medidas de combate

A redução dos números é resultado de uma série de medidas adotadas pela Secretaria da Segurança Pública. A pasta tem liderado a discussão sobre o combate a este tipo de crime com outras partes envolvidas, como a Febraban, o Exército e a União.

Dentre as medidas, está a aprovação na Câmara dos Deputados do projeto de lei que aumentará a pena pelo uso de explosivos no furto qualificado e a decisão do Exército em obrigar as empresas a terem escolta privada para evitar o extravio de dinamite.

Além disso, a Febraban passou ampliar mecanismos de prevenção e a compartilhar dados. A informação sobre os locais onde estão instalados os caixas eletrônicos amplia o trabalho de inteligência no seu mapeamento e georreferenciamento. Os dados já constam dos sistemas das polícias, em especial do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Centro de Inteligência da PM (CIPM).

Também foram reforçadas as rondas nas áreas consideradas de risco e com maior número de ocorrências, em especial durante a noite e madrugada. Para isso, são utilizadas as equipes de Forças Táticas dos Batalhões de todas as regiões do Estado.

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Lucas Neri

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