A orientação é aplicar a vacina contra a febre amarela somente em pessoas que vão viajar para o norte de Minas Gerais. Mesmo assim, a ‘demanda de viajantes’ é grande no Centro de Saúde Dr. João Geraldo de Carvalho Noronha e a sala de vacinação tem recebido, desde 9 de janeiro, até 150 pessoas por dia que buscam a imunização contra a doença. “Com isso, estamos preparando de 100 a 150 doses por dia da vacina, das 9 às 15 horas”, explicou a diretora de Vigilância em Saúde, Margareth Pagotti.

Pessoas que irão para o norte de Minas devem procurar o Centro de Saúde para receberem a vacina
Pessoas que irão para o norte de Minas devem procurar o Centro de Saúde para receberem a vacina

“Araras não está em região endêmica e qualquer indício da doença no município será divulgado na mídia e ocorrerá uma campanha”, disse Margareth, que ainda esclareceu que a vacina tem efeito somente dez dias após ser aplicada. “Quem toma a vacina um dia antes de viajar para uma região endêmica poderá contrair a doença, pois só estará imunizado se tomá-la dez dias antes da viagem”, afirmou a diretora.

Ela também acrescentou que “pessoas acima de 60 anos só poderão receber a vacina com receita médica ou mediante a carteira de vacinação. Se ela já tomou a vacina uma vez e não teve problemas, poderá receber uma nova dose”.

A única forma de evitar a febre amarela é a vacinação. A vacina 17DD é elaborada com o vírus vivo atenuado, sendo produzida inclusive no Brasil (Rio de Janeiro). É aplicada por via subcutânea na região deltoidea (braço), é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano.

 

HPV e meningite

A diretora de Vigilância em Saúde, Margareth Pagotti, informa ainda que desde 2 de janeiro entraram para o calendário de vacinação do adolescente em Araras as vacinas HPV para meninas de 9 a 13 anos e meninos de 12 e 13 anos. Também vacinas contra a meningite para meninas e meninos de 12 e 13 anos. O horário para recebê-las no Centro de Saúde é das 7h30 às 15h30.

 

Último surto da doença no Estado foi em 2009

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, de curta duração (no máximo dez dias) e de gravidade variável. Possui dois ciclos de transmissão: o silvestre e o urbano (erradicado no Brasil desde 1942). O último surto de febre amarela silvestre no Estado de São Paulo foi em 2009, com 72 casos e nove mortes confirmadas. Também foram confirmadas duas mortes pelo vírus em 2008 e mais duas em 2002. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% a 50% das pessoas desenvolvem a doença em sua forma mais grave, podendo vir a óbito.

A transmissão da enfermidade não é feita diretamente de uma pessoa para outra. Para isso, é necessário que o mosquito pique uma pessoa infectada e, após o vírus da febre amarela (pertencente ao gênero Flavivirus, da família Flaviviridae) ter se multiplicado (nove a 12 dias), pique um indivíduo que ainda não teve a doença e não tenha sido vacinado. O vírus e a evolução clínica da doença são idênticos para os casos de febre amarela urbana e de febre amarela silvestre, diferenciando-se apenas o transmissor da doença. A febre amarela silvestre ocorre, principalmente, por intermédio de mosquitos do gênero Haemagogus. Uma vez infectado em área silvestre, a pessoa pode, ao retornar, servir como fonte de infecção para o Aedes aegypti (também vetor de dengue), principal transmissor da febre amarela urbana.

Não existe medicamento para combater o vírus da febre amarela. O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva. (Com informações do site www.minhavida.com.br)

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

*