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Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) só será reaberto para novos contratos depois de concluída a negociação do MEC (Ministério da Educação) com as instituições particulares de ensino superior.

O ministro da Educação, Cid Gomes, afirmou que o sistema do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) só será reaberto para novos contratos depois de concluída a negociação do MEC (Ministério da Educação) com as instituições particulares de ensino superior. Mesmo sem fixar um prazo, Gomes assegurou que a reabertura acontecerá ainda em 2015. “O que eu lhe asseguro é que, para esse ano, novas vagas serão abertas. Quantas, e quando, é esse processo, é a agilidade desse processo de discussão, de entendimento entre os envolvidos”, explicou ele durante visita, com Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), a escolas do Sistema Sesi de ensino, em São Paulo. As informações são do portal G1.

Desde o início de 2014, as alterações no Fies, e o fechamento do site durante quase um mês, gerou uma série de reclamações por parte dos estudantes universitários e das instituições particulares. Em resposta às críticas, Cid Gomes afirmou que, a partir deste ano, o Fies continuará oferecendo financiamento aos estudantes, mas sem atender a uma oferta espontânea. “Queremos casar oferta e demanda, e associar a isso qualidade”, disse.

“O site do Fies já está no ar para aquilo que é o essencial, que é assegurar, tranquilizar as pessoas que já têm contratos com o Fies, que possam renovar os seus contratos”, disse o ministro ao portal.

De acordo com dados do Ministério da Educação, o número de novos contratos cresceu quase dez vezes em cinco anos: em 2010, foram fechados 76,2 mil contratos. Em 2014, esse número subiu para 731,3 mil.

No ano passado, o governo gastou R$ 9 bilhões com o Fies. Para conseguir financiamento é preciso ter renda familiar mensal bruta de até 20 salários mínimos e uma pontuação mínima de 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além de não ter tirado zero na redação.

 


 

Organização dos contratos

Segundo Gomes, atualmente, o MEC discute como voltar a receber novos contratos de financiamento pelo Fies “de forma mais organizada”, para evitar que a demanda chegue de maneira aleatória por parte dos estudantes, e esteja vinculada a cursos de ensino superior de qualidade.

“Nós estamos discutindo com o setor, discutindo internamente no Ministério da Educação, já com a ideia de, em primeiro lugar, colocar qualidade como pré-requisito fundamental. E, na sequência, a gente poder, de forma mais organizada, abrir novas matrículas”, afirmou.

O ministro disse que o governo federal ainda tem uma demanda de aumentar o acesso à universidade, mas que o déficit educacional no ensino superior não é tão grande quanto nos anos anteriores. Por isso, ele diz que o Fies passará a ter o mesmo perfil dos outros programas do MEC para esse nível de ensino, incluindo o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona estudantes para vagas em instituições públicas, e o Programa Universidade para Todos (Prouni), que dá bolsas parciais e integrais de estudo em instituições privadas.

Segundo os cálculos do MEC, somando as duas edições anuais do Sisu e do Prouni, o governo federal deve oferecer, neste ano, cerca de 520 mil vagas no ensino superior. Para aumentar essa oferta, Gomes pretende seguir com o programa de expansão das instituições públicas e modificar o sistema de oferta de contratos do Fies. “Só que achamos que isso deve ser feito com entendimento, não deixar na oferta espontânea. Queremos casar oferta e demanda, e associar a isso qualidade”, explicou.

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