Em um posto localizado na avenida Ângelo Franzini (antiga avenida Limeira) a fila chegou um quilômetro de comprimento, com tempo médio de espera de uma hora. (Foto: César Foguel/Opinião)

Pouco menos da metade dos postos de combustível da cidade ainda estão atendendo, mas a previsão é que os reservatórios se esgotem até o final do dia

Devido a busca em massa para não faltar combustível no tanque do veículo, o motorista em Araras teve que enfrentar filas para abastecer o seu automóvel. Em um posto localizado na avenida Ângelo Franzini (antiga avenida Limeira) a fila chegou um quilômetro de comprimento, com tempo médio de espera de uma hora.

O medo que o combustível acabe, devido à dificuldade dos caminhões abastecerem as bombas, fez com que muitos motoristas corressem para os postos antes mesmo das 7h. No entanto, alguns postos fecharam mais cedo devido ao esgotamento do combustível.

“Das sete da manhã até o meio dia vendemos mais de 5 mil litros de gasolina e 7 de etanol. Os reservatórios estão esgotados e tivemos que fechar mais cedo. A última vez que o caminhão passou aqui para abastecer foi na segunda-feira (21) e agora não há previsão de quando iremos receber gasolina, etanol e diesel para atender a população”, explicou um frentista de um posto, que não quis se identificar.

Alguns postos fecharam mais cedo devido ao esgotamento do combustível no estoque. (Foto: César Foguel/Opinião)

Pouco menos da metade dos postos de combustível da cidade ainda estão atendendo, mas a previsão é que os reservatórios se esgotem até o final do dia. “Só tenho mais 5 mil litros de gasolina e 12 de etanol. A procura está sendo muito grande e creio que logo teremos que encerrar as nossas atividades por falta de combustível”, comentou um frentista de um posto localizado na avenida Limeira.

A falta de combustível nos postos é um dos reflexos da paralisação de caminhoneiros, que chega ao quarto dia. Os protestos são registrados em 20 estados e também no Distrito Federal. A Petrobras já informou que não mudará a política de reajustes, mas, na noite desta quarta, anunciou uma redução de 10% por 15 dias no preço do diesel vendido pelas refinarias como um “gesto de boa vontade” para dar solução à crise motivada pelo movimento dos caminhoneiros.

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