Uma forte chuva caiu sobre a cidade de Araras no final da tarde de ontem, dia 29. Por volta das 16h15 alguns raios e os céus cinzas já anunciavam o que viria, a chuva inclusive deixou várias ruas ararenses inundadas, entre elas algumas de maneira crítica, como cruzamento da avenida Dona Renata com a rua Bolívia e a avenida José Severino, próximo ao Flat Lagoa Serena.

Embora a tempestade tenha sido intensa, o período chuvoso durou pouco tempo, o que foi o suficiente para diversos pontos de inundações, que inclusive foram registrados e compartilhados em redes sociais como o Facebook e WhatsApp.

Entre os registros que mais mostraram as águas está o da avenida Washington Luis, Vila Michelin, onde uma caçamba com restos de construção chegou a tombar por conta da força da correnteza.

Outro local inundado foi na avenida Dona Renata (Marginal) próximo à concessionária de automóveis de luxo Paíto. O registro feito pela fotógrafa e ex-jornalista da Rede Opinião Aryana Storolli, foi feito no momento exato em que um caminhão passava pela via.

A reportagem do Opinião Jornal entrou em contato com a ETA (Estação de Tratamento Água), órgão vinculado ao Saema (Serviço de Água e Esgoto do Município de Araras) responsável pela medição dos níveis das represas ararenses. O intuito era obter informações sobre os níveis das represas pós a forte chuva de ontem, entretanto, a medição só é feita diariamente e manualmente às 0h00.

 

Defesa Civil

Um relatório da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Estado de São Paulo divulgado em julho desse ano apontou algumas áreas de risco. O documento foi entregue ao prefeito Nelson Dimas Brambilla (PT) pelo chefe da Casa Militar e da Coordenadoria de Defesa Civil do Estado de São Paulo, coronel PM José Roberto Rodrigues de Oliveira.

Em fevereiro deste ano, técnicos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), órgão responsável pelo mapeamento, estiveram na cidade para coletar dados e visitar os pontos críticos onde há riscos de inundaçõese/ou deslizamentos.

De acordo com o relatório, foram mapeadas quatro áreas de risco médio (R2) para inundação e uma área de risco baixo (R1) para deslizamento.

As áreas consideradas como de risco médio para inundações são: 1) cruzamento da Avenida Dona Renata com a Rua Bolívia e a Avenida José Severino, próximo ao Flat Lagoa Serena;  2) cruzamento da Avenida Dona Renata com a Avenida Capitão Arthur dos Santos, próximo ao Emaús; 3) cruzamento da Avenida Dona Renata com a Rua São Francisco, próximo ao Teatro Estadual Maestro Francisco Paulo Russo; 4) Vila Bressan Avenida Dona Renata.

Apenas uma área considerada de risco baixo (R1) foi identificada para deslizamento e fica   no Jardim Nossa Senhora Aparecida na Avenida Dona Renata com a Rua Itatiba, adjacente ao Ribeirão das Araras.

O relatório contém informações como descrição da área avaliada, delimitação dos setores de risco identificados em imagem de sensores remotos, quantidade de imóveis em risco, quantidade de pessoas em risco, tipologia do processo (deslizamento, inundação, solapamento de margem) e sugestões de intervenções para minimizar ou eliminar os riscos identificados.

O projeto, que começou em novembro de 2014 e tem duração de nove meses, contou com visitas técnicas realizadas por membros da Seção de Investigações, Riscos e Desastres Naturais do IPT. Nas visitas, eles organizaram as informações de cada área de risco visitada e efetuaram documentação fotográfica no Sistema de Informações Geográficas (SIG), com a finalidade de subsidiar o gerenciamento das áreas e estabelecer parâmetros técnicos e sociais.

 

Foto de Aryana Storoli Russo
Um ponto de inundação foi na avenida Dona Renata (Marginal) próximo à concessionária de automóveis de luxo Paíto
Foto Silvana de Grande5
Um dos pontos mais críticos de enchentes em Araras é no cruzamento da avenida Dona Renata com a rua Bolívia e a avenida José Severino, próximo ao Flat Lagoa Serena

 

Foto Silvana de Grande4

Foto Silvana de Grande3

flat

caçamba
Entre os registros que mais mostraram a “fúria” das águas está o da avenida Washington Luis, Vila Michelin, onde uma caçamba com restos de construção chegou a tombar por conta da força da correnteza

 

 

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