Ana Gabrielle tinha apenas 6 anos quando foi brutalmente assassinada

Após ser preso, condenado foi trazido para a Delegacia de Polícia de Araras, após população tentar lincha-lo em Conchal

O criminoso foi trazido a Araras para depor logo após ser preso em Conchal
O criminoso foi trazido a Araras para depor logo após ser preso em Conchal

O homem que matou uma menina de 6 anos a facadas em Conchal (SP) foi condenado a 25 anos e seis meses de prisão. O crime aconteceu em agosto de 2015. O réu optou por não comparecer ao júri que ocorreu há cerca de um mês. A sentença foi divulgada depois de quase 8 horas de julgamento.

Marcelo Pedroni foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, uma vez que teria escondido o corpo da menina Ana Gabrielle Santos Ferreira, de 6 anos, por cinco dias sob a cama.

O caso

Ana Gabrielle tinha apenas 6 anos quando foi brutalmente assassinada
Ana Gabrielle tinha apenas 6 anos quando foi brutalmente assassinada

A garota foi encontrada morta cinco dias após seu desaparecimento em um terreno ao lado do conjunto habitacional em que sua família morava. A vítima foi encontrada com uma calcinha e isopor enfiado em sua boca, possivelmente para que ela não gritasse. Além do isopor e calcinha, a garota também foi encontrada com uma faca cravada em sua boca.

Na época, a Polícia Civil que investigava o caso, identificou e prendeu o suspeito que era vizinho da família. As investigações na época foram chefiadas pelo então delegado em Conchal Daniel Pinho, que atualmente exerce a função em Araras.

O indiciado pelo homicídio, que já tem passagem por roubo, foi preso enquanto voltava do trabalho, o homem foi levado para a Delegacia de Polícia de Conchal, entretanto, teve que ser rapidamente trazido para Araras, já que a população se mostrava revoltada e disposta a mata-lo linchado. Trazido para a cidade durante o início da noite, o bandido logo foi transferido para a Penitenciária Estadual Itirapina 2, já que também havia rumores de revolta em Araras.

Confusão e quebra-quebra

Revoltados com o crime, a população de Conchal saiu às ruas e causou um tumulto na cidade a partir das 17 horas de sexta-feira. Para conter a revolta dos moradores, mais de 300 homens entraram em ação. Além do Corpo de Bombeiros de Conchal, 150 PMs de Limeira, Conchal e Araras também participaram da operação, além de 150 guarda civis municipais de 10 cidades como Araras, Rio Claro, Aguaí, Piracicaba e Mogi Guaçu.

A população queria linchar o suspeito e depredou carros da polícia, a delegacia, Unidade de Saúde da Família e a Prefeitura do município. Foi preciso usar balas de borracha, gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral. Em meio à confusão, vândalos aproveitaram a situação para roubar alguns comércios. Foi necessário trazer o homem para a cidade de Araras para o interrogatório, até ele ser levado rapidamente para Itirapina, o homem ficou cerca de 30 minutos em Araras.

Entenda o caso

A vítima foi encontrada em um terreno perto da casa da tia, no CDHU, onde estava quando desapareceu.  A criança havia passado o dia na casa da tia em um condomínio. Por volta das 20 horas, a tia e a prima saíram. Em seguida, a garota foi atrás da prima e desapareceu. Parentes e amigos saíram pelas ruas espalhando cartazes e perguntando se alguém havia visto a criança.

A família disse acreditar que o corpo da criança tenha sido deixado no local, na quinta-feira, após as buscas realizadas pelas autoridades. “Ela não estava ali. A gente tinha vasculhado todo aquele lugar. Esse corpo foi colocado hoje cedo, de madrugada”, afirmou a tia, Zuleide Ferreira.

“É muita crueldade fazer uma coisa dessas. Ele tem que pagar, porque a menina era indefesa, a mãe está sofrendo, a situação dela [está ruim], imagina agora sem a filha dela”, falou Rosângela Ferreira, tia de Ana Gabrielle, em entrevista à EPTV, na época.

A Guarda Municipal informou que a criança estava coberta com um lençol, dentro de um saco plástico. Além disso, as mãos da criança estavam amarradas e havia ferimentos de faca no pescoço e no corpo.

Desaparecimento

Rosângela Alves Ferreira, tia da menina, contou que, na noite de sábado, ela, o namorado, a sobrinha e a filha de 10 anos estavam no apartamento. “A Ana estava comendo o bolo que fiz para ela”, lembrou a tia.

De acordo com a mulher, em determinado momento ela desceu as escadas do prédio e a filha foi atrás, levando uma bolsa. Quando as duas voltaram, a criança não estava mais na sala. “Perguntei para o meu namorado e ele disse que ela tinha descido atrás da gente”, afirmou.

“Eu só dei uma saidinha de três a quatro minutos e quando voltei para dentro ela já não estava mais. Eu acho que ela desencontrou o caminho e na hora que entramos e vimos que ela não estava e descemos, ela poderia ter corrido para a rua, alguém poderia ter chamado. (Com informações g1.globo.com).

Lucas Neri

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