Entre os homenageados, o diretor e fundador do Grupo Opinião, Valentim Viola, que na década de 80 era o atual presidente do Saema quando houve a construção do Sistema de Captação de Água Bruta do Rio Mogi Guaçu

A solenidade de entrega das obras de modernização do Sistema de Captação de Água Bruta do Rio Mogi Guaçu – “Karl Arthur Bolliger” foi marcada por homenagens prestadas a pessoas que estiveram envolvidas com o projeto e construção da estação.

Foram homenageados Karl Arthur Bolliger (falecido), gerente da Nestlé durante o processo de negociação e construção do sistema de captação de água; Edmar Luz (falecido), primeiro bombista; Ari Buchiddid de Camargo, engenheiro da Nestlé; Valdemir Gesuíno Zuntini, então prefeito na época da negociação entre o município e a empresa e no início das obras; professor Milton Severino (falecido), prefeito que colocou o sistema em operação; Antonio Carlos Belotto, prefeito quando as obras foram concluídas; Dácio Carneiro, presidente do Saema durante o período da obra; Wagner Luiz Colombini, presidente da autarquia que deu início às negociações e acompanhou as obras; diretor e fundador do Grupo Opinião, Valentim Viola, presidente do Saema quando o sistema começou a funcionar.

Foram prestadas homenagens também aos atuais bombistas João Batista Silvino, Francisco Luiz Rodrigues (Chico) e José Wagner Saldanha (Binha), além de Paulo Henrique Emygdio Pereira, mecânico responsável pelos serviços.

Entre os homenageados, o diretor e fundador do Grupo Opinião, Valentim Viola, que na década de 80 era o atual presidente do Saema quando houve a construção do Sistema de Captação de Água Bruta do Rio Mogi Guaçu
Entre os homenageados, o diretor e fundador do Grupo Opinião, Valentim Viola, que na década de 80 era o atual presidente do Saema quando houve a construção do Sistema de Captação de Água Bruta do Rio Mogi Guaçu

A homenagem ao antigo gerente da Nestlé foi recebida pelo seu filho Arthur Bolliger. “Quero agradecer às pessoas que trabalharam neste projeto e que tiveram a capacidade de pegar a água do Rio Mogi e tirar Araras desse problema de falta d’água. Que bom que temos água na cidade”, disse.

Já o ex-prefeito Zuntini enalteceu o trabalho que foi feito no sistema de captação de água. “As melhorias feitas aqui, a restauração, o equipamento novo, são realmente para dar valor àquelas pessoas que têm compromisso com a nossa cidade”, disse.

O presidente do Saema Felipe Dezotti Belotto falou da importância da obra lá no passado e o aprendizado que a falta d’água trouxe.

“Esta obra foi de fundamental importância para a sobrevivência do município e a garantia de água a toda a população ararense. Somente com a crise, vimos a real necessidade de aumentar a sua captação para garantir a tranquilidade da população e a segurança hídrica das nossas represas”, falou.

O prefeito Nelson Dimas Brambilla parabenizou a ousadia do ex-prefeito Zuntini, que teve a visão de garantir água para o município.

“Essa obra monumental é uma das maiores da história de Araras. Não é brincadeira colocar para funcionar todo esse sistema para levar água por 24 quilômetros há 30 anos, quando a população era de cerca de 70 mil habitantes. As necessidades não eram as que temos hoje, mas a visão do então gerente geral da Nestlé e do prefeito Zuntini, atitude daquele que governa naquele momento, faz a diferença hoje em nossa cidade”, disse o prefeito.

O sistema de captação de água, desde a sua inauguração na década de 80, jamais havia sofrido qualquer tipo de intervenção em suas unidades. Com a chegada da crise da hídrica, o Saema se viu na necessidade ousada de aumentar a captação do volume de água do Rio Mogi para poder superar a falta de água e começar a colocar em ação medidas que seriam necessárias para reverter à situação e dar tranquilidade aos ararenses.

No local, foram feitas reformas de modernização como a substituição de duas bombas, instalação de uma terceira e adequações elétricas, hidráulicas e civis.

O investimento realizado no sistema proporcionou que os lendários 200 litros de água captados por segundos (média de 17 milhões de litros de água por dia) passassem para 340 litros/segundos, elevando para uma média de 29 milhões de litros/dia.

Atualmente, cerca de 80% da água captada em Araras vem do Rio Mogi Guaçu; o restante é captado das represas – antes disso, a situação era inversa. A medida proporcionou, inclusive, que fosse feita uma reserva maior da água dos reservatórios durante o período.

 


35 anos de história

A obra do sistema de captação de água do Rio Mogi Guaçu aconteceu graças a uma parceria entre o Município e a empresa Nestlé, no final da década de 70.  Essa foi a primeira Parceria Público Privada (PPP) da história de Araras, em uma época que ainda não se falava nesse tipo de gestão.

Trazer a água do Rio Mogi até a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Saema numa distância de 24 quilômetros de distância foi necessário para atender a empresa Nestlé, que precisava de uma garantia de água suficiente para instalar a indústria de café solúvel, Nescafé, em Araras.

Na ocasião, já existia a ideia de construir uma barragem na área da Fazenda Água Boa, porém a empresa Nestlé já entendia, naquela época, que seria muito arriscado e injusto, porque as barragens eram abastecidas por mananciais não tão bons para enchê-las e a água de chuva não era suficiente devido ao grande volume que iriam precisar.

Ousaram, então, em projetar para trazer a água do Rio Mogi Guaçu e no dia 1º de março de 1979 o primeiro passo foi dado com a assinatura do convênio entre o Saema, Prefeitura de Araras e Nestlé – o prefeito na ocasião era Valdemir Gesuino Zuntini; o gerente da Nestlé era o Sr. Karl Arthur Bolliger; e o presidente da autarquia era o engenheiro Wagner Luiz Colombini. A assinatura do convênio aconteceu na entrada da ETA, na sede da autarquia, onde se encontra a placa.

Um contrato foi estabelecido entre as partes e os custos da obra eram convertidos pelos índices econômicos da época para depois ser abatidos nos custos da água usada pela empresa, que duraram quase duas décadas.

A empresa que realizou a obra civil foi a Construtora Jairo Pinto, porém todo o serviço de dutos (tubos) foi realizado por funcionários do Saema – os dutos também foram comprados pela autarquia.

A obra demorou quase dois anos para ser concluída e, em 6 de novembro de 1982, quem inaugurou a obra foi o então vice-prefeito Antonio Carlos Beloto – pai do atual presidente do Saema Felipe Dezotti Belotto – que assumiu a titularidade do cargo em face de renúncia de Zuntini para ser candidato a deputado federal naquele ano.

Contudo, depois da inauguração o sistema de captação de água ficou como uma reserva técnica para suprir a necessidade da futura Nestlé, o que se deu apenas em 1986, quando era prefeito o professor Milton Severino, tendo como presidente da autarquia o jornalista Valentim Viola. Do início da construção até a colocação em operação, também passaram pela autarquia os presidentes Dácio Carneiro e novamente Wagner Luiz Colombini. (Com informações Secom)

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