O horário de verão que teve início em outubro do ano passado, termina à 0h – meia noite – deste domingo, dia 21 de fevereiro. De sábado para domingo, os moradores de 10 estados do Brasil, além do Distrito Federal, terão que atrasar os relógios em uma hora.

O Ministério de Minas e Energia informou no final de 2015 que a versão 2015/2016 do horário de verão seguiria as regras estipuladas no decreto 6.558, de 2008, revisado em 2013, que fixa a duração de quatro meses, entre o terceiro domingo de outubro de cada ano e o terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte.

Pela legislação, o horário de verão vigora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.

A primeira vez do horário de verão ocorreu em 1931/1932. O objetivo é estimular o uso racional e adequado da energia elétrica.

“A estimativa de ganhos com a adoção do horário de verão supera o patamar de R$ 4 bilhões por ano, que representa o valor do custo evitado em investimentos no sistema elétrico para atender a uma demanda adicional prevista, de aproximadamente 2.250 MW no parque gerador nacional, um valor certamente muito expressivo”, informou o Ministério de Minas e Energia em outubro de 2015.

Segundo o ministério, nos últimos dez anos, o horário diferenciado em parte do país durante o verão tem possibilitado uma redução média de 4,6% na demanda por energia no horário de pico.

 

Horário de verão diminui em 0,55% o consumo de energia na área de concessão da Elektro

 

De acordo com a Elektro, a 45ª edição do Horário de Verão gerou uma economia de 29,6 GWh de energia nas 228 cidades atendidas pela concessionária nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Essa economia equivale ao consumo de energia elétrica do município de Araras, por 26 dias e Rio Claro, por 15 dias. No horário de pico, a redução foi de 4,6% na demanda de energia.

Com essa redução, segundo a Elektro, ocorre melhoria na qualidade e maior segurança no fornecimento de energia elétrica, e isso é especialmente importante para as cidades litorâneas, onde a alta temporada proporciona aumentos significativos no consumo de energia elétrica.

Outro benefício verificado com o horário de verão é a queda na demanda máxima do sistema elétrico no horário de pico, que compreende as primeiras horas do anoitecer (das 18 às 21 horas). Isso alivia o carregamento dos sistemas de transmissão e distribuição de energia, principalmente nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste, onde o consumo é mais elevado. Na área de concessão da Elektro, a redução da demanda foi de 120 MW, o que representa uma queda de 4,6%.

Opinião do povo

 

A reportagem do Opinião entrevistou 13 munícipes para saber qual horário eles preferem. De acordo com a pesquisa, a opinião foi bem dividida. Sete indivíduos preferem o horário de verão e justificam que o dia parece render mais, já os outros seis entrevistados que optam pelo horário normal, alegam que o clima fica mais fresco e que no horário de verão os dias são mais cansativos e quentes.

Para cabeleireira Bianca Silva, o horário de verão é mais gostoso. “Saio do trabalho e ainda está de dia. Além disso, parece que tudo rende mais nesse horário”, destaca.

Já para empresária Célia Flores, o sono é mais tranquilo no horário normal. “No horário de verão a gente acaba indo dormir mais tarde e acorda cansado. Prefiro o horário normal, mesmo acostumada com o de verão”, afirma.

 

Gabriela Grigoletto com informações da Elektro e Portal G1.com.

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