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A organização do Movimento Brasil Livre em Araras, “Vem para a Rua”, avalia que cerca de 2 mil pessoas passaram pelo Calçadão da praça Monsenhor Quércia para acompanhar a votação do impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT – Partido dos Trabalhadores), pela Câmara dos Deputados no domingo, dia 17. Élcio Rodrigues, um dos organizadores do evento, afirmou que esse foi o balanço de público das 14 às 23 horas, sendo o final da votação o ápice da concentração. “A participação das pessoas foi bastante positiva e comemoravam conforme a vota- ção ia acontecendo. Quanto ao resultado foi considerado um passo importante pelo moralismo no Brasil contra a corrupção. Enquanto tiver político corrupto no poder vamos lutar para mudar”, ressaltou. O Movimento Brasil Livre em Araras é formado por Mônica Barreto, Regis Montaute, Élcio Rodrigues, Renato Pascotte, Rodrigo Soares, Rodrigo Contato e Samuel Coelho. Já de acordo com comunicado da Guarda Municipal de Araras, o público estimado do iní- cio até por volta das 18 horas foi em torno de 70 pessoas. Durante a votação foi de 80 a 100 pessoas. A Polícia Militar e a Guarda Municipal de Araras mobilizaram reforços nos efetivos para evitar quaisquer tipos de problemas, tanto no Calçadão, como em áreas próximas. Nenhuma ocorrência relevante foi registrada durante a votação ou após a dispersão dos manifestantes. Repercussão O presidente do PT em Araras, Vanderlei Bazílio do Nascimento, afirmou que recebeu a notícia com um misto de tristeza e indignação. “Tristeza em saber o quanto o povo brasileiro está mal representado na Câmara. Indignação pelo fato deles aprovarem o impedimento da presidente Dilma Rousseff sem provas contundentes ou de que ela tenha causado algum crime. Indignado pelo fato da Câmara, sob comando do deputado Eduardo Cunha, condenado em vários processos, portanto, sem condição moral de conduzir esse processo. Mais indignado em ver nossa democracia gravemente ferida. Muito preocupado com o futuro, especialmente dos pobres brasileiros, daqueles que vivem nos grotões do País e que ficaram esquecidos da política por mais de 500 anos”, ressaltou. Para o presidente do PT em Araras, “o impedimento também me pareceu uma ação revanchista, de uma oposição que até hoje não assimilou a vitória da presidente e, desde então, vem se utilizando de manobras e dos meios mais antidemocrá- ticos possíveis, sob o manto manchado de corrupção do presidente da Câmara e seus pares”. Se o Senado brasileiro confirmar o impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) assume a presidência. A reportagem do Opinião procurou o presidente da sigla na cidade, Marcelo Fachini, para comentar o assunto. Para o peemedebista, em primeiro lugar Dilma não pode continuar no poder. “A saída dela é fato consumado. O Brasil não aguenta mais o que vem passando, desgoverno, corrup- ção, despreparo e loteamento do bem público. Isso está acabando com o Brasil”, completou. Fachini ressaltou que institucionalmente quem assume, independente de qualquer aná- lise quanto à competência, é o vice-presidente. “É a lei, a ordem natural das coisas. Temos confiança que se ele assumir de fato não irá consertar o País do dia para a noite, mas vai dar um rumo. Tem também pela frente uma situação complicada no TSE, porque alguns têm entendimento de que houve utiliza- ção de caixa dois na campanha. Isso em tese implica também Michel Temer, aí depois sabe Deus o que vai acontecer. Espero que Eduardo Cunha não esteja lá para assumir como sucessor o cargo”, finalizou.

(Maria Gabriela Córnia)

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