Após o Sistema Informatizado do Fies (SisFies) ter ficado fora do ar por alguns dias para reparos técnicos, o Ministério da Educação divulgou em nota nesta quinta-feira, dia 12, que estará disponível para novos contratos a partir do dia 23 de fevereiro. As incrições poderão ser realizadas até o dia 30 de abril, por meio do portal do programa (sisfiesportal.mec.gov.br). Com a validação das informações durante o cadastro, o estudante deverá comparecer a um agente financeiro do Fies em até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil à data da validação da inscrição.

Segundo o MEC, a autorização dos novos contratos vai levar em conta a qualidade e o perfil do curso, sendo que as graduações para suprir carências do mercado, como licenciaturas, terão prioridade. No entanto, a medida também irá coibir a adesão de faculdades de baixa qualidade no programa.

De acordo com o ministro da Educação, Cid Gomes, os alunos que atenderem aos critérios serão contemplados. “Os estudantes brasileiros que demandarem cursos com qualidade ou que estejam no rol dos estratégicos para o Brasil terão a nossa chancela. Entre as áreas prioritárias, estão as licenciaturas em física, química e matemática”, afirmou em nota.

O Fies é um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes em instituições não gratuitas. Podem recorrer ao financiamento os estudantes matriculados em cursos superiores que tenham avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação.


 

Reembolso

As mudanças a serem anunciadas virão na esteira de outras definidas em uma portaria do MEC em dezembro passado. A partir de agora, o governo reembolsará oito parcelas das mensalidades por ano para as instituições. Até então, as faculdades recebiam 12 parcelas anuais. As demais quatro mensalidades serão pagas somente após a formatura do estudante.

Entretanto, a portaria não estabelece quando os valores serão reembolsados para as instituições nem se sofrerão correções monetárias.

No entanto, a medida recebeu críticas das instituições de ensino. Em um seminário promovido pelo MEC na terça-feira, dia 10, o presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Gabriel Mario Rodrigues, fez duras críticas à mudança, que, segundo ele, irão prejudicar o funcionamento das faculdades particulares do país.

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