Índice de Aproveitamento Pedagógico Local responde por 40% da pontuação válida para pagamento do prêmio em dinheiro, depositado na última sexta pela Prefeitura para 1.250 professores da rede municipal

 

O maior avanço no aprendizado nos anos iniciais do Ensino Fundamental da rede municipal em 2015 se deu no 4º ano.  Numa escala de zero a dez, os alunos do 4º ano saltaram do conceito 5,6 na segunda etapa de avaliação para 7,1 na terceira e final.

As avaliações são aplicadas externamente, ou seja, pela Secretaria Municipal de Educação – e não pelas escolas – no decorrer do ano. Elas acontecem em 3 momentos: diagnóstica, 2ª e 3ª etapas para constatação do Iapel (Índice de Aproveitamento Pedagógico Local), critério mais pesado para compor o cálculo do IVPE (Índice de Valorização dos Profissionais da Educação), prêmio em dinheiro que a Prefeitura depositou na última sexta-feira, dia 22, a 1.250 professores da rede. O Iapel vale 40% no cálculo do prêmio. O total depositado é de R$ 1.965.183,90 na conta dos educadores que fazem jus ao prêmio. Há alguns docentes que receberam cerca de R$ 7 mil. Os outros critérios são assiduidade (30%) e participação em cursos de formação continuada (30%).

No Ensino Fundamental I, as provas verificam a competência leitora e escritora dos alunos e os conhecimentos preconizados para essa etapa escolar na disciplina de matemática.

Nesse segmento a média geral ficou em 7,7 ao final de 2015, aumentando 0,8 pontos na comparação com a média apurada na 2ª etapa da avaliação.

A segunda maior evolução nesse nível de ensino foi verificada no 1º ano, em que os alunos saltaram de 6,7 para 7,6 pontos. Já as menores evoluções no Ensino Fundamental I foram verificadas no 2º, 3º e 5º anos, em que se constata um avanço de 0,3 pontos ao longo do ano passado. (Veja tabela no fim deste texto).

 

Ciências foi a que mais evoluiu no Fundamental II

No Ensino Fundamental II (do 6º ao 9º ano) as avaliações do Iapel fazem aferições por disciplinas – Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Ciências, Inglês, Educação Física e Arte.

Nesse nível de ensino, com avanços menores em relação aos verificados no Fundamental I, o melhor resultado foi aferido na disciplina de Ciências. A média aumentou de 5,9 para 6,4 entre uma etapa e outra das avaliações de 2015.

Já o resultado comprometido foi verificado na disciplina de Educação Física, pois caiu de 5,7 para 5,2 entre uma prova e outra do Iapel.

A média geral do Fundamental II permaneceu estagnada da 2ª para a 3ª etapa, ficando em 5,7 pontos, considerando-se as notas de todas as disciplinas avaliadas.

 

Infantil e EJA

Nas duas ‘pontas’ de faixas etárias atendidas pela rede municipal, vê-se notas que praticamente só evidenciam avanços. Na Educação Infantil, da creche ao Jardim II (zero a cinco anos) o Jardim I foi o que mais avançou, com nota saindo de 5,5 para 8,3, um salto de 2,8 pontos. Já o Jardim II foi o único que apresentou ligeira queda, de 6,9 para 6,4.

Na outra ponta, está a EJA – Educação de Jovens e Adultos, nível de ensino que é dividido em dois ciclos e é avaliado semestralmente.

Na EJA ciclo 1 (1ª a 4ª série) as notas evoluíram de 6,1 para 7,2 no primeiro semestre de 2015 e de 6,2 para 6,8 no segundo semestre. E na EJA ciclo 2 (5ª a 8ª série), as notas evoluíram de 6,1 para 6,5 no primeiro e de 4,9 para 6,5 no segundo semestre.

 

Razões para avanços e quedas

Para Luíza Helena Teixeira Viana, diretora de Coordenadoria de Formação Continuada e Aperfeiçoamento Técnico Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação, e responsável pelo processamento das notas do Iapel, as principais razões que influenciam nos avanços e nas quedas estão ligadas diretamente aos critérios do IVPE (assiduidade, formação continuada e a avaliação do Iapel). “No que se refere a Formação Continuada, são enfatizados os seguintes aspectos: a formação, a avaliação e as competências que cabem ao profissional. O educador que está sempre em busca de uma formação contínua, bem como a evolução de suas competências, tende a ampliar o seu campo de trabalho favorecendo, desta forma, o bom desempenho na formação dos educandos, promovendo uma educação de qualidade a todos”, complementa.

Para a secretária municipal de Educação, Elizabeth Carvalho Cilindri, apesar da necessidade de sempre ir aprimorando a forma de avaliar os alunos e os professores, o IVPE aponta um caminho promissor. “Isso porque ele busca o envolvimento de todos nesse processo de melhoria do ensino. Boa parte dos nossos educadores vem percebendo que acreditando nesse projeto, estando em sala de aula, evitando as faltas, dando aquela continuidade na aplicação dos conteúdos e aprendendo, sempre, eles dão aulas melhores, os alunos avançam mais e todos ganham”, afirma. “E o reconhecimento vem, inclusive o reconhecimento financeiro, na forma do IVPE”, acrescenta ela.

Já o prefeito Nelson Dimas Brambilla (PT – Partido dos Trabalhadores) diz que o IVPE é uma oportunidade concreta tanto para a Prefeitura quanto para os educadores, de serem agentes ativos da mudança que a educação precisa. “Não cansamos de repetir: educação de qualidade é aquela em que todos estão conscientes do seu papel. Ao participar dos esforços propostos pelo IVPE, os professores dão sua imprescindível contribuição para um ensino melhor e mais humanizado. Nada mais justo do que eles terem o reconhecimento financeiro por isso”, diz. E conclui: “Num momento em que sabemos que várias Prefeituras não conseguiram honrar nem sequer o 13º salário dos servidores, nós pagamos tudo em dia e aos professores, pagamos esse prêmio pelo terceiro ano, com recursos que são da Educação e é muito justo que seja revertido para os docentes”.

O ano de 2015 foi o terceiro, consecutivo, de pagamento do prêmio do IVPE. Em 2013, como a política pública foi implementada no final do ano, os educadores receberam seus prêmios com base apenas no critério de assiduidade. Já desde 2014 são considerados os três critérios, sendo que em 2015 a evolução dos alunos aferida no Iapel teve seu peso elevado de 30% para 40% no cálculo. A seguir, os resultados do Iapel  2015.

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