A Prefeitura de Araras vai pagar quase R$ 2 milhões no dia 22 de janeiro a professores da rede municipal de ensino. Pelo terceiro ano consecutivo, a maioria dos docentes da rede vai receber o prêmio do IVPE (Índice de Valorização dos Profissionais da Educação), calculado com base em critérios de assiduidade, participação dos educadores em cursos de formação continuada e desempenho dos alunos avaliados em provas periódicas, aplicadas pela Secretaria Municipal de Educação.

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Instituído em 2013 por Lei Municipal proposta pelo Executivo e aprovada pela Câmara, o IVPE tem por objetivo a valorização dos profissionais educadores e seu crescente engajamento em processos e projetos que contribuem para a melhoria da qualidade do ensino oferecido nas 37 escolas municipais.

Todos os professores, efetivos ou temporários, têm oportunidade de participar, independentemente do nível de ensino em que lecionam – infantil de zero a três anos, (creche) infantil de três a seis anos (antigo parque infantil), fundamental ciclos I e II e, educação especial, EJA – Educação de Jovens e Adultos.

Este ano, 1.250 professores terão direito ao prêmio, que totalizará R$ 1.965.183,90. Há profissionais que receberão cerca de R$ 7 mil, dinheiro na totalidade proveniente do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), e que só pode ser aplicado nesse setor.

No cálculo do quanto cada professor tem direito a receber, a assiduidade vale 30%, a participação em cursos de formação continuada propostos e oferecidos na própria rede valem outros 30% e o desempenho dos alunos e seu correspondente avanço na aprendizagem contam mais 40%, totalizando os 100% do prêmio a ser pago.

Para o prefeito Nelson Dimas Brambilla (PT – Partido dos Trabalhadores), o pagamento do IVPE é um ato de reconhecimento àquele professor que demonstra, na prática, seu compromisso com uma educação transformadora. “A educação que transforma é aquela em que os alunos são bem acolhidos, em que os professores olham os alunos nos olhos, prestam atenção nas crianças e enxergam seu potencial, trazendo à tona suas habilidades e conduzindo essas crianças no caminho do saber, de forma humanizada e, ao mesmo tempo, transmitindo os conhecimentos com motivação e qualidade. Isso passa, necessariamente, por todos os critérios que o IVPE considera, que são a presença constante na classe, a disposição para continuar estudando para que os alunos avancem”, diz ele.

 

Cada critério e sua importância

Todos os critérios utilizados pela Secretaria Municipal de Educação para calcular o prêmio a ser pago a cada ano aos professores são considerados pela pasta e pela administração municipal como decisivos na construção de uma educação de efetiva qualidade.

A assiduidade do professor é considerada fundamental para assegurar a sequencia pedagógica que facilita o aprendizado dos conteúdos. “O professor tem que estar em sua sala de aula todos os dias, com seus alunos, dando continuidade aos conteúdos, trabalhando com eles de forma ininterrupta. Isso ajuda muito e o contrário, aquele professor que se ausenta e é substituído faz falta para a classe. Ainda que o substituto venha e cumpra o expediente, o andamento daqueles conteúdos e a compreensão e o envolvimento dos alunos podem não ser os mesmos”, diz a secretária municipal de Educação Elizabeth Carvalho Cilindri.

A participação nos cursos de formação continuada, por sua vez, é classificada pela Secretaria e pelo governo municipal como imprescindível para que o professor tenha plenas condições de bem fazer o seu papel. “A Formação Continuada é muito abrangente e está ligada ao desenvolvimento da escola, do ensino, do currículo e da profissão docente. Entendemos que se tornar professor, é um processo de longa duração, de novas aprendizagens e sem um fim determinado, pois a escola desempenha vários e novos papéis na sociedade atual e, nesse contexto, o professor tem um papel central: é ele o responsável pela mudança de atitude e pensamento dos alunos. Para tal, precisa também estar preparado para os novos e crescentes desafios desta geração”, avalia a Coordenadoria de Formação Continuada da SME.

A Formação Continuada envolve todos os cursos, conferências, palestras, congressos, simpósios, seminários ou semanas temáticas e outras atividades de formação promovidas fora ou durante a jornada de trabalho. Veja a seguir os cursos que foram oferecidos em 2015 aos professores, com participação da grande maioria dos docentes da rede municipal. No total, esses cursos resultaram na entrega de aproximadamente 5.000 certificados emitidos aos professores da rede municipal no ano passado.

 

Avaliando o aluno

Por fim, o critério de maior peso na composição do IVPE é o Iapel – Índice de Avaliação Pedagógica Local, sistema de avaliação externa que visa diagnosticar as condições de ensino e aprendizagem de toda a Rede. Seu objetivo principal é contribuir com a implementação e o monitoramento das políticas públicas educacionais do município.

O Iapel acontece para a Educação Infantil desde a Creche em duas etapas de acordo com os Indicadores Qualitativos do MEC propostos na Proposta Curricular da Rede Municipal;

No Ensino Fundamental acontece em três etapas: diagnóstica, avanços da 2ª etapa para a 3ª etapa (Final); Na EJA acontece dentro do período de cada termo: uma avalição Inicial e uma final; Os alunos especiais estão realizando a Avaliação personalizada, de acordo com suas deferências com exceção dos que podem acompanhar a mesma avaliação regular. O Iapel permite detalhar de forma exclusiva o monitoramento em etapas ao longo do ano letivo de cada sala de aula na rede municipal.

Esta avaliação tem matrizes específicas, com um conjunto de habilidades que são recortes do currículo. De acordo com a SME, a intenção não é reduzir o currículo escolar ao que é avaliado na Prova Brasil, mas sim verificar como certas operações cognitivas e conteúdos estão sendo apropriados pelos estudantes.

A Prova Brasil avalia as redes de ensino públicas a partir de provas de língua portuguesa-leitura, matemática e ciências. Sua aplicação se dá a cada dois anos e envolve os alunos do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental. A metodologia utilizada – chamada de Teoria da Resposta ao Item (TRI) – possibilita a comparação dos resultados ano após ano.

Os resultados na Prova Brasil são, então, associados ao percentual de aprovação, e geram o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que estabeleceu metas de qualidade para todo o país.

(Com informações da Secom)

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