O juiz da 3ª Vara Cível de Araras, Antonio César Hildebrand e Silva, autorizou que os agentes de saúde da cidade entrassem em um terreno abandonado na Rua General Osório, no Belvedere, para vistoriá-lo e realizar serviços necessários ao combate de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti,transmissor da dengue. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde.

Justiça autoriza agentes de endemias a entrar em imóvel abandonado

 

Segundo o divulgado pela Secretaria Municipal de Comunicação Social, a liminar foi concedida após a Prefeitura entrar com ação civil pública na Justiça. Segundo a decisão do juiz, o proprietário foi notificado e não tomou atitudes para efetuar a limpeza do imóvel e evitar a proliferação do vetor transmissor da doença. Na manhã desta terça-feira (24), agentes do setor de Controle de Endemias da Secretaria de Saúde estiveram no local e constataram que o proprietário havia iniciado a limpeza do terreno.

O último balanço da Secretaria Municipal de Saúde apontou avanço de 40% nos casos confirmados de dengue em relação aos dados divulgados há uma semana. Atualmente, são 457 pessoas com a doença na cidade e outras 461 aguardando resultados de exames.

As ações de combate à dengue foram intensificadas pela Secretaria. Esta semana, o trabalho de nebulização acontece no Parque Industrial, Jardim Santa Catarina e Belvedere, locais que já tiveram casos confirmados da doença.

 Testes rápidos

Os testes rápidos para agilizar o diagnóstico de casos da dengue estão disponíveis na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Elisa Sbrissa Franchozza (José Ometto), no Hospital São Luiz e no Centro de Saúde 2 Dr. João Geraldo Noronha (Belvedere). Eles são destinados apenas a pacientes considerados dos grupos de risco, que envolve idosos acima de 65 anos, crianças menores de dois anos e gestantes.

 Recomendações

Os principais sintomas da dengue envolvem febre, dor de cabeça, dores nas articulações e no fundo dos olhos. A recomendação do Ministério da Saúde é que a pessoa procure o serviço de saúde mais próximo assim que começar a perceber sintomas parecidos com os da dengue. Quem usa remédio por conta própria pode mascarar sintomas e, com isso, dificultar o diagnóstico, além de aumentar os riscos de complicações decorrentes da doença.

Para impedir a proliferação do mosquito, é importante que a população colabore, eliminando objetos que possam acumular água e servir como criadouros do mosquito da dengue.

Com o crescimento do número de casos a indicação para o uso de repelentes também aumentou, afinal o produto auxilia a manter os insetos afastados.

De acordo com a dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Carolina Marçon, “os insetos são atraídos pela umidade, por isso que a água parada é o ambiente ideal para a proliferação da dengue. Diante de uma epidemia de dengue, uma das principais preocupações é a prevenção. Além de evitar deixar a água acumulada em recipientes, mosquiteiros, repelentes e telas podem ajudar a manter a dengue fora de casa e do organismo”.

A médica explica que os bichos são atraídos pelas regiões expostas do corpo. Repassar o repelente a cada duas horas, investir em telas protetoras e aplicar inseticidas nos principais ambientes da casa também minimizam o problema. “A escolha desses insetos não é norteada por cor da pele, pelo gênero ou pelo “sangue doce”. O fator de prevenção (e de risco) está relacionado, principalmente, ao odor. Cheiros fortes, adocicados, hidratantes para a pele e até bronzeadores ou protetores solares atraem abelhas e pernilongos. Ambientes quentes e úmidos também são propícios. Nesses casos, o suor da pele é um dos principais atrativos”, explica a dermatologista.
Contra os borrachudos e pernilongos não há receita milagrosa, mas sim repelente. Algumas formulações especiais podem acabar de vez com o problema.

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