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A Justiça solicitou informa- ções sobre a forma de realização da penhora e eventual nomea- ção de administrador ou depositário judicial na ação de Maria Cristina Denarde Galante contra a Santa Casa de Misericórdia de Araras. Caso discordasse do resultado do julgamento ela teria o prazo de cinco dias para manifestar-se.

É bom lembrar que Maria Cristina buscou a Justiça afirmando ter contraído o vírus HIV em transfusão de sangue ocorrida no local na década de 90. Diante do fato o prédio do hospital teve a penhora determinada em 2009, uma vez que integrou os bens oferecidos como garantia para pagamento de indenização.

Contudo, a decisão foi reformada e a Justiça determinou outras formas para o pagamento. A última sentença condenou entidade hospitalar a pagar as despesas com tratamento, de forma vitalícia e desde o ajuizamento, no importe equivalente a 20 salários mínimos, até eventual cura, a indenizar os danos emergentes consistentes nas despesas com o tratamento havidas até a propositura, a indenizar os lucros cessantes mediante o pagamento de pensão mensal de R$ 5 mil desde o ajuizamento e até que a autora complete 65 anos, condicionada à comprovação semestral de seu estado de saúde, e a pagar indenização pelos danos morais no equivalente a 200 salários mínimos e a 100 salários mínimos para cada um dos demais autores, em que antes determinava a penhora de 5% sobre os créditos mensalmente recebidos pela executada em razão da operação de plano de saú- de, o São Luiz Saúde.

A Justiça ainda deu por correto e suficiente o valor judicialmente depositado pela executada, de R$ 13.077,03, a fim de atender à constrição deferida. A reportagem não encontrou os envolvidos para comentarem o assunto.

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