A extraordinária convocada pela presidente da Câmara Municipal de Araras, Magda Regina Carbonero Celidório (PSDC – Partido da Social Democracia Cristã) para aprovar a reforma administrativa do Executivo foi motivo de críticas do Sindsepa (Sindicato dos Servidores Públicos de Araras) e da oposição.

De acordo com o vereador Mário Corrochel Neto (PP – Partido Progressista), cada projeto de lei pode ficar até 15 dias nas Comissões. “Isso não ocorreu, eu nem tive tempo de analisar todos os pareceres e não assinei tudo as pressas como queriam horas antes da sessão. Além disso, até o fim da tarde não tínhamos sessão extraordinária”, explicou.

O fato também foi criticado pelo Sindsepa e o presidente José Raul dos Santos afirmou que Magda garantiu que não teria a extraordinária. “Conversamos na hora do almoço e ela disse que conversaria sobre isso com os demais vereadores e daria um retorno ao Sindicato se tivesse qualquer coisa, o que não ocorreu. Ela não sustentou a palavra dela, foi um golpe claro aos servidores”, disparou.

A reportagem do Opinião Jornal também questionou por volta das 17 horas de segunda-feira a presidência da Câmara, por meio da Diretoria de Comunicação sobrem a extraordinária, e nos garantiram que não teria.

A reforma administrativa deve gerar um impacto financeiro de R$ 343.514,77 em três anos. No total serão criados 211 efetivos e 26 cargos comissão. Neste ano, o impacto deve ser R$ 175.022,81 e em 2016 será R$ 321.041,84.

As proposituras têm por objetivo atender à decisão proferida pelo Órgão Especial do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos do Processo nº 2128993-42.2014.8.26.0000, bem como realizar modificações no atual quadro de cargos da Prefeitura Municipal de Araras, para atender as atuais exigências do serviço público.

Além do atendimento à Justiça, os projetos visam realizar mudanças salariais  em alguns cargos, bem como a criação de coordenadorias com respectivos cargos comissionados e efetivos. Os projetos aprovados seguem na forma de autógrafo ao prefeito para eventual sanção e promulgação.

Dos cargos efetivos três vagas são para fiscais de proteção ao consumidor no Procon (Fundação de Defesa do Consumidor); mais seis fiscais tributários; mais 15 fiscais urbanos; 10 operadores de rádio para o Samu (Serviço de Atendimento ao Consumidor), 30 técnicos em enfermagem, 10 auxiliares para os dentistas da rede; 3 engenheiros e 3 arquitetos para o setor de Planejamento. Para o Centro Dia do Idoso, que será inaugurado em breve, são um assistente social, um psicólogo, um professor de educação física, dois auxiliares de enfermagem, um auxiliar administrativo e cinco cuidadores de idosos. Na secretaria de Esporte foram propostos oito cargos de professor de educação física e mais oito instrutores. Também estão sendo criados três cargos de pregoeiro (para os pregões de compra da Prefeitura), um Controlador Interno (efetivo). No Obras, também teremos a criação de 2 cargos de engenheiros, e por aí vai.

Há a criação de 26 cargos comissionados, para o CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados) “José Olavo Paganotti”, o CAM (Centro de Atendimento ao Munícipe) “Guerino Bertoline”, bem como uma coordenadoria de turismo.

Segundo a vereadora Anete Monteiro Casagrande (PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira), na negociação salarial ocorrida a Prefeitura alegou que não poderia oferecer um reajuste maior aos funcionários públicos municipais, tendo em vista a crise econômica e a queda na projeção de arrecadação financeira do município. “Agora, envia para esta casa proposta de reajuste para algumas categorias, que é claro, tem sim que ser valorizadas, entretanto, exclui outras tantas. E pior, embute no pacote dezenas de cargos em comissão, num período em que a Prefeitura deveria cortar gastos”, completou.

 

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

*