O criminoso foi trazido a Araras para depor e 30 minutos depois foi levado para Penitenciária Estadual de Itirapina

A mulher do suspeito de matar a menina de apenas 6 anos em Conchal/SP negou envolvimento no crime em depoimento, segundo a Polícia. De acordo com informações, a esposa de Marcelo Pedroni afirmou que estava alcoolizada e dormindo no momento em que o marido cometeu o crime.

Além disso, segundo uma tia da vítima, o suspeito teria sido um dos moradores a acionar as autoridades após o desaparecimento. Após confessar o homicídio, o homem disse à polícia que teria guardado o corpo de Ana Gabrielle Santos Ferreira por cinco dias sob a cama. O corpo da criança foi encontrado na quinta-feira, dia 20, em um terreno próximo ao conjunto habitacional CDHU, onde a menina havia desaparecido no dia 15.

O criminoso foi trazido a Araras para depor e 30 minutos depois foi levado para Penitenciária Estadual de Itirapina
O criminoso foi trazido a Araras para depor e 30 minutos depois foi levado para Penitenciária Estadual de Itirapinass

Segundo Rosângela Ferreira, tia de Ana Gabrielle e vizinha de Marcelo Pedroni, o homem era conhecido no prédio por conta das brigas que tinha com a esposa. “Sou uma pessoa reservada, moro em um lugar que considero perigoso e não costumava ter amizade com ninguém. Nunca conversamos com ele, a porta do apartamento vivia fechada. Só ouvíamos ele, bêbado, gritando e brigando com a mulher o tempo todo”, falou.

Rosângela também contou que o homem foi um dos moradores que chamou a polícia após o desaparecimento. “Ele parecia indignado, cobrando as autoridades por segurança. Afirmou que tinha uma filha deficiente em casa, que algo poderia acontecer com ela, que isso era um absurdo. Ele também foi reclamar com a síndica do prédio pela questão da segurança, dizendo estar chocado com o caso e preocupado com a própria família”, explicou.

Sobre o cheiro forte que teria levado os vizinhos a suspeitar do homem, Rosângela afirma que, no começo, não estranhou o fato. “A casa dele vivia suja e com cheiro ruim. Não estranhei porque era normal. Também não desconfiamos dele porque parecia empenhado em ajudar, estava cobrando a polícia por segurança, não tinha como a gente saber. Ele continuou com a rotina normal, indo trabalhar”, contou.

Após fazer buscas no apartamento, a polícia encontrou uma sandália infantil, que foi reconhecida por Rosângela. “Era um sapatinho que eu dei de presente para minha sobrinha. Quando vi o sapato, já sabia que havia sido ele. Depois ele confessou, que estava com a porta aberta e, no momento em que minha sobrinha descia as escadas, puxou ela para dentro do apartamento e fez o que fez”, alegou.

Após confessar o crime na sexta-feira (21), Marcelo Pedroni teve a prisão temporária decretada e foi encaminhado para a Penitenciária de Itirapina. Ele vai responder por homicídio qualificado. As qualificações, como motivo fútil e ocultação de cadáver, ainda serão apuradas. Segundo o delegado responsável pelo caso, as autoridades chegaram até o suspeito, que mora um andar abaixo do apartamento da tia de Ana Gabrielle, depois de serem avisadas por vizinhos de que a havia um cheiro forte na casa.

A polícia entrou no local, onde se encontrava apenas a mulher do suspeito, e saiu em busca do homem, que voltava do trabalho. Após algumas perguntas, Pedroni confessou o crime, mas não explicou o motivo. Ainda segundo o delegado, o suspeito disse que não abusou sexualmente da criança, estava sob o efeito de drogas e bebida alcoólica e escondeu o corpo sob a cama por quase cinco dias. Em seguida, na quinta-feira, ele jogou o corpo no terreno onde foi encontrado. Foi instaurado um inquérito para apurar o caso e a perícia vai analisar resquícios de sangue no apartamento do homem.

 

Confusão

Revoltados com o crime, a população de Conchal saiu às ruas e causou um tumulto na cidade a partir das 17 horas de sexta-feira. Para conter a revolta dos moradores, mais de 300 homens entraram em ação. Além do Corpo de Bombeiros de Conchal, 150 PMs de Limeira, Conchal e Araras também participaram da operação, além de 150 guarda civis municipais de 10 cidades como Araras, Rio Claro, Aguaí, Piracicaba e Mogi Guaçu.

A população queria linchar o suspeito e depredou carros da polícia, a delegacia, Unidade de Saúde da Família e a Prefeitura do município. Foi preciso usar balas de borracha, gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral. Em meio à confusão, vândalos aproveitaram a situação para roubar alguns comércios. Foi necessário trazer o homem para a cidade de Araras para o interrogatório, até ele ser levado rapidamente para Itirapina, o homem ficou cerca de 30 minutos em Araras.

 

Entenda o caso

O corpo de Ana Gabrielle Santos Ferreira foi enterrado sob forte comoção na manhã de sexta-feira, dia 21, no cemitério municipal da cidade. A menina de 6 anos estava desaparecida desde a noite de sábado, dia 15.

A vítima foi encontrada em um terreno perto da casa da tia, no CDHU, onde estava quando desapareceu.  A criança havia passado o dia na casa da tia em um condomínio. Por volta das 20 horas, a tia e a prima saíram. Em seguida, a garota foi atrás da prima e desapareceu. Parentes e amigos saíram pelas ruas espalhando cartazes e perguntando se alguém havia visto a criança.

 

Corpo

A família disse acreditar que o corpo da criança tenha sido deixado no local, na quinta-feira, após as buscas realizadas pelas autoridades. “Ela não estava ali. A gente tinha vasculhado todo aquele lugar. Esse corpo foi colocado hoje cedo, de madrugada”, afirmou a tia, Zuleide Ferreira.

“É muita crueldade fazer uma coisa dessas. Ele tem que pagar, porque a menina era indefesa, a mãe está sofrendo, a situação dela [está ruim], imagina agora sem a filha dela”, falou Rosângela Ferreira, tia de Ana Gabrielle, na quinta à EPTV.

A Guarda Municipal informou que a criança estava coberta com um lençol, dentro de um saco plástico. Além disso, as mãos da criança estavam amarradas e havia ferimentos de faca no pescoço e no corpo.

 

Desaparecimento

Rosângela Alves Ferreira, tia da menina, contou que, na noite de sábado, ela, o namorado, a sobrinha e a filha de 10 anos estavam no apartamento. “A Ana estava comendo o bolo que fiz para ela”, lembrou a tia.

De acordo com a mulher, em determinado momento ela desceu as escadas do prédio e a filha foi atrás, levando uma bolsa. Quando as duas voltaram, a criança não estava mais na sala. “Perguntei para o meu namorado e ele disse que ela tinha descido atrás da gente”, afirmou.

“Eu só dei uma saidinha de três a quatro minutos e quando voltei para dentro ela já não estava mais. Eu acho que ela desencontrou o caminho e na hora que entramos e vimos que ela não estava e descemos, ela poderia ter corrido para a rua, alguém poderia ter chamado. (Com informações g1.globo.com).

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