LSD
Foram apreendidos 125 micro pontos da droga

Uma mulher de 39 anos de idade foi presa na manhã de ontem (18) por tráfico de drogas, após ser flagrada com mais de 120 pontos de LSD, uma droga sintética.

A prisão aconteceu no José Ometto, após investigação da Polícia Civil. Os policiais levantaram informações de que as drogas chegariam à casa da mulher pelo Correio e, então, montaram uma campana nas proximidades e aproveitaram a oportunidade para o flagrante.

O envelope recebido pela mulher continha cinco cartelas no total de 125 micro pontos da droga. A mulher foi detida em flagrante por tráfico e hoje (19) será encaminhada ao Juízo Criminal para a audiência de custódia, que decidirá se ela responderá pelo crime dentro ou fora das grades.

 

Como o LSD é produzido

LSD é a sigla de Lysergsäurediethylamid, palavra alemã para a dietilamida do ácido lisérgico, que é uma das mais potentes substâncias alucinógenas conhecidas.

O LSD, ou mais precisamente LSD25, é um composto cristalino que ocorre naturalmente como resultado das reações metabólicas do fungo Claviceps purpurea, relacionado especialmente com os alcalóides produzidos por esta cravagem. Em 1943, o químico suíço Albert Hofmann ”acidentalmente” descobriu os seus efeitos, enquanto trabalhava na Sandoz – ele se tornou entusiasta até sua morte, aos 102 anos.

Pequenas doses do LSD, em torno de 20 a 50 microgramas, já produzem alterações mentais, provocando sérias distorções no funcionamento cerebral do usuário, ou melhor, alucinações, além de várias outras reações conforme veremos mais adiante.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde e as Nações Unidas, o LSD é uma droga proscrita, ou seja, proibida. No Brasil, o Ministério da Saúde não reconhece o uso médico, portanto, ficam proibidas a sua produção, o uso e o comércio, considerando-se crime, e caso a pessoa enquadre-se em alguma(s) dessas situações, estará sujeita às penas da lei.

 

Efeitos

Como acontece com todas as outras drogas, devem-se considerar as condições físicas e mentais do indivíduo e a quantidade ingerida, mas de modo geral os efeitos do LSD surgem de 30 a 90 minutos após a ingestão de uma dose, durando em média 6 horas. Eles podem ser divididos em efeitos físicos e psíquicos, como seguem:

 

Físicos

Tremores, aumento da temperatura corporal, da frequência cardíaca, e da pressão arterial, pupilas dilatadas, aumento da glicemia, suores, perda de apetite, náuseas, tontura, parestesia (queimação da pele), boca seca, insônia e convulsão.

O uso crônico pode resultar em fadiga e tensão podendo perdurar por vários dias.

 

Psíquicos

Durante o efeito do alucinógeno são produzidos fenômenos alucinatórios que envolvem alterações nas percepções auditivas, visuais, gustativa, olfativa, táctil, perda do limite entre o espaço e o próprio corpo, podendo causar diversos tipos de acidentes – domésticos, de trabalho, automobilísticos, etc -, despersonalização, sensações de pânico e medo, ou ainda sinestesias, que é uma confusão de informações sensoriais, em que as sensações auditivas se traduzem em imagens e estas em sons, delírios, sensações alternadas e simultâneas de alegria e tristeza, e de relaxamento e tensão, perda da coordenação do pensamento, além de apreensão constante.

As sensações produzidas pelo LSD, ao usuário, são “reais”, provocando medo, prazer, ansiedade, dor, e com seu uso continuado estes efeitos poderão tornar-se crônicos, causando depressão profunda, surtos de esquizofrenia, reflexos exaltados e perda da memória.

 

O perigo

Apesar do LSD comumente não causar comportamentos compulsivos para sua obtenção, poderá causar uma dependência psicológica, visto que algumas pessoas não conseguem viver mais sem a droga.

No entanto, o seu maior risco não se encontra na toxicidade ao organismo,  mas nos efeitos psíquicos que ela causa, pois o usuário torna-se incapaz de avaliar situações de perigo, julga-se com capacidade de força irreal, podendo envolver-se em acidentes em geral; por exemplo em uma alucinação, pretender voar e cair de uma janela, ou ignorando os perigos do mar e avançando pelas suas águas!

Além disso, o uso crônico do LSD pode causar um fenômeno “perigosíssimo” de causa desconhecida, denominado de “flashback”, o qual, repentinamente, leva o indivíduo a ter todos os sintomas psíquicos do uso, porém sem tê-lo feito, podendo ocorrer a qualquer momento, inclusive durante a condução de algum tipo de veículo (carro, moto, etc.), causando acidentes graves com consequências muitas vezes irreversíveis, causando morte e/ou invalidez ou ainda prejuízos a terceiros.

Alguns estudos presumem que este fenômeno possa ser desencadeado por intoxicação alcoólica, pelo uso abusivo da maconha ou por cansaço físico. (Com informações Centro Brasilleiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), Unifesp – “Salvar o Filho Drogado”, Dr. Rotman,F., 2ª edição. Ed. Record e Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência).

 

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