De acordo com o novo modelo de seleção, as vagas passarão por análise e aprovação do MEC.

O Ministério da Educação vai unificar o sistema de oferta de contratos do Fies (Programa de Financiamento Estudantil) para um formato semelhante ao Sisutec (Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica). A medida foi anunciada na última sexta-feira, dia 13.

De acordo com o secretário-executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, para aproximar o Fies dos padrões dos demais programas de acesso ao ensino superior, o Ministério decidiu selecionar os estudantes interessados em contratos de financiamento por meio da nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). “Nós temos três experiências muito bem sucedidas nesta seleção. Vamos migrar o Fies para esse sistema junto com as instituições participantes e apresentar todas as vagas de forma transparente, além de fazer a seleção pela nota do Enem, que é o mais justo”, afirmou em nota. A previsão é que o sistema seja lançado já no segundo semestre de 2015.

Atualmente, o governo federal tem três programas que já fazem isso: o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que seleciona estudantes para vagas em instituições públicas de ensino superior; o Prouni (Programa Universidade para Todos), que seleciona candidatos para bolsas e estudo parciais ou integrais em instituições particulares de ensino superior, e o Sisutec, que seleciona estudantes para cursos técnicos e profissionalizantes em instituições públicas, ou em instituições particulares, por meio de bolsa.

 

Novo modelo prioriza 30% das vagas para as regiões Norte e Nordeste

O novo modelo do Fies, segundo o secretário, segue os moldes do Sisutec, e não do Sisu ou do Prouni. A diferença é pequena, mas significativa: no Sisu e no Prouni, as instituições definem quantas vagas vão oferecer por meio dos sistemas. Já no Sisutec, as vagas passam pela análise e aprovação do MEC, de acordo com alguns critérios.

Segundo o edital de adesão do Sisutec 2015, entre os critérios usados pelo MEC para a aprovação no sistema estão a disponibilidade orçamentária da secretaria responsável pelo programa, o município de oferta do curso e a distribuição regional, “com prioridade para a oferta de, no mínimo, 30% do total de vagas para as Regiões Norte e Nordeste”. (Com informações do portal g1.globo.com/educação)

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