O programa Opinião do Meio Dia de ontem (16), exibido pela Rede Opinião de TV, às 12h, recebeu o ex-secretário executivo do Banco Central do Brasil, Geraldo Magela Siqueira, que atuou por 38 anos na instituição financeira, sendo 32 dedicados no Mercado de Câmbio. Durante a entrevista, o convidado falou sobre a evolução do câmbio no País, além do lançamento de seu novo livro.

Entre os assuntos abordados, Magela falou ainda sobre o processo evolutivo do Mercado de Câmbio no Brasil. “O câmbio no País teve uma evolução bastante forte a partir da década de 80, em que tivemos vários problemas no ponto de vista de equilíbrio das nossas contas externas, como na crise do petróleo no final da década de 70 e inicio da década de 80 em que o País ficou praticamente sem reservas nacionais para fazer face aos seus compromissos externos. E isso fez com que o Banco Central impusesse à sociedade severos controles cambiais impedindo compra e venda de moeda no mercado de câmbio. Com isso, as pessoas não podiam ter acesso ao mercado oficial pra fazer compra de remédio no exterior, moeda, tratamento de Geraldo Magelasaúde etc”, explica. “Estes controles que foram bastante rigorosos começaram a ser amenizados no início da década de 90, a partir do plano real. Hoje, podemos afirmar que convivemos no Brasil com a liberdade cambial, em que as pessoas podem comprar e vender moeda estrangeira, desde que obviamente tenha responsabilidade e fundamentação econômica, além de pagarem os tributos devidos sobre suas operações”, completa Magela.

Além disso, o convidado também explicou os pontos positivos e negativos da variação no preço do Dólar. “A moeda americana tem grande influência na vida das pessoas, mesmo que elas não tenham ligações diretas com o exterior. Um exemplo disso: o pão que um cidadão compra diariamente tem como seu principal ingrediente o trigo. O Brasil hoje ainda depende da importação do trigo e, se o valor do dólar aumenta, o preço deste ingrediente também aumenta e com isso o pão fica mais caro”, aponta Magela. “A alta do dólar traz prejuízos aos importadores, mas beneficia os exportadores. Se o valor da moeda americana sobe, o exportador consegue ganhar competividade no mercado colocando o produto em menor preço e assim consegue vender mais, gera mais emprego, arrecada mais impostos e a economia ganha”, conclui.

Ao final da entrevista, Magela falou sobre o lançamento de seu livro “Câmbio e Capitais Internacionais”. “Tive a ideia de escrever este livro para trazer em um documento tudo que se tem sobre o câmbio. A nossa estrutura regulatória é bastante dispersa, pois dentro do mercado há a legislação que vem desde 1933. Com esse livro, procurei consolidar toda a legislação e regulação, quais são os agentes, quais são os mercados que existem, quais são as formas de fazer transferências e pagamentos, entre outros assuntos”, finaliza.

O livro pode ser adquirido pelo site www.editoradoaneiras.com.br.

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