A adolescente tinha apenas 14 anos quando foi assassinada

A onda de boatos envolvendo a investigação sobre a trágica morte da adolescente de 14 anos Beatriz da Silva atingiu inclusive sua família. O pai da jovem usou sua rede social Facebook para divulgar o andamento do caso e pedir as pessoas que parem de inventar histórias.

Na publicação, Rogério Paulo, disse que as mentiras divulgadas entristecem a família e ainda aconselha. “…não façam justiça com as próprias mãos, isso não vai trazer minha filha, um inocente pode pagar pelo que não fez…”, disse.

De acordo com a Polícia, as investigações nunca pararam desde a época do crime. “Não pararão até que os autores dessa barbaridade estejam na cadeia”, disse o delegado Tabajara Zuliani.

 

O caso

Beatriz sumiu na manhã de uma quarta-feira em abril de 2013. Ela saiu de casa às 7h38 da manhã e às 8h25 a cabeleireira, onde tinha hora marcada, ligou aos pais comunicando o atraso da garota.

A mobilização em busca de Bia, como era conhecida por amigos e familiares, foi imediata e durante todo o dia postagens eram feitas nas redes sociais sobre o desaparecimento da garota.

A adolescente tinha apenas 14 anos quando foi assassinada
A adolescente tinha apenas 14 anos quando foi assassinada

O corpo foi encontrado na zona leste da cidade, na avenida Luiz Carlos Tunes, conhecida como Via Novela, em um canavial – local de difícil acesso – sete horas depois do seu desaparecimento

Quem encontrou a adolescente foram dois amigos próximos da família, que estavam na rua à procura do paradeiro da garota. Um deles foi Rodrigo Fernando Batista, que foi avisado pela esposa do sumiço da menina, logo pela manhã. Segundo ele, assim que chegaram ao local do crime, depois de andar por vários lugares da cidade e identificarem que se tratava de Beatriz, avisaram de imediato à polícia e em seguida a família.

A adolescente estava vestida com as roupas que saiu de casa, calça jeans e moletom preto. O corpo estava de bruços sobre a cana com sinais de violência física na cabeça, rosto e perfurações nas costas e ela estava descalça.

Na época, em uma coletiva o delegado titular na ocasião, Sydney Urbach, adiantou que a linha de investigação leva a crer que Beatriz não foi morta no canavial e o local foi usado apenas para a ocultação do cadáver. Ainda de acordo com ele, foram encontrados no corpo da adolescente 11 perfurações feitas com um instrumento que lembra um espeto de churrasco ou um ferro de construção. “Ela não foi vitima de disparos de arma fogo. Na verdade recebeu golpes de um instrumento ponte agudo que transpassou o seu corpo, o que resultou em seu falecimento”, disse.

A necropsia do corpo foi realizada em Limeira. Os primeiros exames, informados ao delegado apontavam sinais de violência sexual no corpo, além de lesões de alta defesa nas coxas, braços e próximo aos seios.

 


 

Confira a publicação do pai de Beatriz:

Publicação do pai de Beatriz no Facebook
Publicação do pai de Beatriz no Facebook
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