Os agentes penitenciários da unidade P2 de Itirapina aderiram à paralisação estadual

A penitenciária que recebe a maioria dos presos de Araras também aderiu ao movimento de greve e desde a última segunda-feira, dia 20, não recebe nenhum preso. Os “ararenses” estão sendo levados apenas para a Cadeia Pública de Pirassununga.

Os agentes penitenciários da unidade P2 de Itirapina aderiram à paralisação estadual
Os agentes penitenciários da unidade P2 de Itirapina aderiram à paralisação estadual

Os agentes penitenciários da unidade P2 de Itirapina aderiram à paralisação estadual e segundo o diretor regional do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de São Paulo (Sindasp), José Carlos dos Santos Ernesto. Os funcionários reivindicam mais segurança no ambiente de trabalho, além do cumprimento de promessas feitas na greve de 2014. Segundo o Sindasp, a P2 tem 180 funcionários e ao menos 150 estão parados. Na P1, entretanto, os funcionários trabalham normalmente.

O diretor do Sindasp afirmou que o foco da greve é o governo do estado. “Em momento algum vamos barrar a visita aos presos, ela irá transcorrer normalmente nos fins de semana”, disse. De acordo com o sindicado serão parados apenas os serviços de controle de horários de presos e entrada e saída de viaturas rotineiras. Os serviços de emergência serão mantidos.

 

Acordo

A direção regional do Sindasp explicou que a paralisação ocorre no Estado devido ao não cumprimento por parte do governo de um acordo firmado no ano passado com a categoria que reivindica o pagamento de bônus salarial, a retirada de processos disciplinares contra agentes e a reposição de 7% da inflação.

O movimento é uma retomada da greve geral de 2014, realizada entre os dias 10 e 26 de março. Conforme ficou acordado, e registrado em ata, o governo deveria ter arquivado todos os Processos Administrativos Disciplinares (PADs) contra os agentes penitenciários que participaram daquela paralisação e criado o Bônus de Resultado Penitenciário (BRP), a ser concedido anualmente aos servidores.

No entanto, após um ano e quatro meses do acordo firmado no Palácio dos Bandeirantes, 32 agentes penitenciários ainda são vítimas de processo administrativo e correm o risco de serem exonerados. A categoria também não recebeu nenhuma proposta concreta de criação do bônus, informa o Sindasp. (Com informações do portal g1.globo.com)

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